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	<title>projetoBLOG &#187; Entre Vistas</title>
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	<description>No pulso da arquitetura!</description>
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		<title>Entrevista com Butcher Billy</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2013 02:41:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme de Macedo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Butcher Billy]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um café no centro de Curitiba, no Paço da Liberdade, entrevistamos &#8220;Butcher Billy&#8221; um designer que esta a mil com diversos projetos espalhados pelo mundo impulsionado pelas redes sociais. Olá Billy vamos começar! Poderia falar um pouco de sua formação profissional, onde vc atua profissionalmente e quais são as suas áreas de interesse profissional? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um café no centro de Curitiba, no Paço da Liberdade, entrevistamos &#8220;Butcher Billy&#8221; um designer que esta a mil com diversos projetos espalhados pelo mundo impulsionado pelas redes sociais.<br />
<span id="more-12930"></span><br />
<div id="attachment_12971" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/bc495965cac61e02bd093763f5be278f.jpg"><img class="size-full wp-image-12971" title="bc495965cac61e02bd093763f5be278f" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/bc495965cac61e02bd093763f5be278f.jpg" alt="" width="600" height="436" /></a><p class="wp-caption-text">The Sid &amp; Nancy Nintendo Lost Levels</p></div></p>
<div id="attachment_12964" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/d86b56021e1df1307ef0fdc0e208df7f.jpg"><img class="size-full wp-image-12964" title="d86b56021e1df1307ef0fdc0e208df7f" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/d86b56021e1df1307ef0fdc0e208df7f.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">The Superhero Media Crossover Project</p></div>
<div id="attachment_12965" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/7b293a6abd9ffaad2679c97a9794947c.jpg"><img class="size-full wp-image-12965" title="7b293a6abd9ffaad2679c97a9794947c" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/7b293a6abd9ffaad2679c97a9794947c.jpg" alt="" width="600" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">A Clockwork Orange Babies Design Concept</p></div>
<div id="attachment_12966" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/xbutcher-billy.jpeg.pagespeed.ic_.VtMISWTqwa.jpg"><img class="size-full wp-image-12966" title="xbutcher-billy.jpeg.pagespeed.ic.VtMISWTqwa" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/xbutcher-billy.jpeg.pagespeed.ic_.VtMISWTqwa.jpg" alt="" width="600" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">Dead Rockers, Modern Times</p></div>
<div id="attachment_12967" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/xlarge.jpg"><img class="size-medium wp-image-12967" title="xlarge" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/xlarge-600x337.jpg" alt="" width="600" height="337" /></a><p class="wp-caption-text">Dead Rockers, Modern Times</p></div>
<p><strong style="color: #333333;">Olá Billy vamos começar! Poderia falar um pouco de sua formação profissional, onde vc atua profissionalmente e quais são as suas áreas de interesse profissional?</strong></p>
<p><strong> </strong>Eu sou formado em Desenho Industrial – Habilitação em Programação Visual pela PUCPR, e atuo como Diretor de Criação da Pontocom Agência de Internet em Curitiba. Além disso dou aulas de Arte e Criação na Web no Curso de Mídias Digitais do Centro Europeu.</p>
<p>Minha formação foi totalmente voltada ao design gráfico, e isso me deu uma base forte na ilustração e desenho em geral. Mas eu nunca me identifiquei por completo apenas com isso. Foi só quando eu migrei para o digital é que me senti na minha praia. Tudo me interessa &#8211; as novas tecnologias, mídias sociais, cultura de internet, comportamento, plataformas, marketing digital e o papel importantíssimo do design nisso tudo.</p>
<p><strong>O nome &#8220;Butcher&#8221; está ligado a açougueiro pela simples tradução, o que vc tem de &#8220;açougueiro&#8221;?</strong></p>
<p>O nome começou há alguns anos atrás na forma de um projeto de música eletrônica. Como eu trabalhava muito com samples, “recortando” pedaços de sons antigos e misturando com outros, eu achei apropriado, além de sonoro, o pseudônimo Billy The Butcher.</p>
<p>Com o tempo o projeto de áudio acabou ficando de lado, e o engraçado é que no projeto atual eu passei a fazer exatamente a mesma coisa só que de forma imagética. Seja na manipulação fotográfica ou na ilustração conceitual, eu estou sempre “fatiando” vários conceitos visuais e misturando. Então nada mais natural que manter o nome.</p>
<p><strong>Seu trabalho vem ganhando destaque nacional e internacional, como vc define seu trabalho? Arte? Design?</strong></p>
<p>Tem sido muito interessante ver a repercussão em portais, blogs e revistas gringas, e as reações das diferentes nacionalidades aos conceitos dos projetos. Eu tenho recebido feedbacks tão diversos que vão desde tablóides ingleses pedindo permissão para publicação off-line até artistas de graffiti de NYC querendo os arquivos originais para fazer street art.</p>
<p>Uma história curiosa foi uma pequena fábrica na Finlândia querendo os desenhos para aplicar em pranchas de snowboard. Achei tão legal que cedi os arquivos pra eles e só pedi para me enviarem uma prancha pra usar como peça de decoração!</p>
<p>Mas de maneira geral eu diria que o meu trabalho repercute e dá frutos bem mais fora do país. Por enquanto parece que um projeto precisa rodar o mundo antes para começar a fazer um certo barulho por aqui.</p>
<p>Minha formação acadêmica é no Design, e eu gosto de pensar que até nos meus projetos mais artísticos tem muito de design thinking, porque eu penso muito no conceito daquilo que eu estou transmitindo, apesar de no final o formato ser de entretenimento pop. Na manipulação e liquifidicação de elementos de cinema, cartoons, games, música, literatura e cultura pop em geral eu estudo referências visuais de períodos, tipografia, crossover de mídias distintas, escolas de arte, estilos de diferentes artistas e muita conceituação e embasamento. E no final acho que isso se torna um diferencial.</p>
<p><strong>Um dos destaques notados em seus trabalhos são as contradições e conflitos de gerações, de onde partiu essa ideia?</strong></p>
<p>Acredito que parte do simples fato de ter plena consciência de que eu não pertenço a geração que consome o meu trabalho. Pelo menos eu acredito que uma grande parte dela, senão a maioria, está pelo menos uma geração a frente. Eu não tive internet na escola, e durante a faculdade eu tive o acesso precário do início e popularização da web que foi melhorando aos poucos.</p>
<p>Então naturalmente eu carrego um pouco de como era essa vida, que hoje parece tão jurássica, e esse comportamento, e tento usar isso como um diferencial. E ao mesmo tempo, até por trabalhar em uma agência de internet, eu vivo intensamente o momento atual. Esse clash é inevitável.</p>
<p><strong>Vc tem alguma relação mais profunda e pessoal ou até mesmo saudosista com os personagens e/ou situações que vc expõe em seus projetos? Poderia nos citar alguns?</strong></p>
<p>Acho que até sem nem mesmo eu perceber existe uma forte presença de elementos visuais e referências dos anos 80 e 90, que representam a minha infância e a minha adolescência.</p>
<p>Acredito que foi quando a cultura pop propriamente dita realmente se estabeleceu e foram períodos ricos em conteúdo, do cinema, quadrinhos, música, games e etc. Muito do que acontece nos campos criativos de muitas mídias atuais é puro remake dessas décadas.</p>
<p>Então a combinação do que aconteceu nessas áreas naqueles determinados períodos de tempo está de uma maneira ou de outra refletida no meu trabalho.</p>
<p><strong>Seu trabalho que transforma os personagens do filme &#8220;Laranja Mecânica&#8221; em bebês fofinhos, insere certa inocência à um mundo de extrema violência,  qual a principal mensagem desse projeto analisando o mundo em que vivemos?</strong></p>
<p>Violência é um tema adulto, e assim como outros temas como sexo, comportamento, política e etc, é, hoje em dia, informação transmitida livremente pela internet para quem quiser absorver. Não há mais como frear o livre acesso. Isso pode ser muito bom e muito ruim, com uma geração que aos 3 anos de idade manipula tablets e smartphones e que mal aprendeu a escrever e já está teclando na internet.</p>
<p>O subtexto do meu projeto fala disso, mas na verdade a obra original é tão genial e atemporal que ela própria já falava sobre isso desde os anos 60. No livro o ultraviolento Alex não tem mais de 15 anos de idade. O que eu fiz foi apenas potencializar isso tudo.</p>
<p><strong>Por enfatizar certas &#8220;celebridades&#8221; hollywoodianas ou musicais, seu trabalho muitas vezes pode ser reprovado por alguns fãs, seu projeto &#8220;Deadrockers, Modern Times&#8221; é exemplo disso. Como vc recebe as críticas desse público em específico?</strong></p>
<p>Eu acredito que quando você lida com ícones e ídolos pop que fazem parte do imaginário coletivo você deve esperar todo tipo de reação, porque você está mexendo com as influências e inspirações das pessoas &#8211; alguns levam numa boa e outros se sentem totalmente ultrajados.  E confesso que esses são os mais divertidos de se acompanhar.</p>
<p>Quando você coloca um iPad nas mãos do Kurt Cobain, você pode estar simplesmente criando um paradoxo temporal e comportamental engraçado; ou pode estar sujando a memória do herói de uma geração inteira, que nunca se entregou ao sistema, com um símbolo do capitalismo.</p>
<p>São interpretações totalmente distintas de uma única sugestão, que dependem unicamente da cabeça de quem está vendo. Eu gosto mesmo dessa ideia de polemizar através da manipulação provocativa do imaginário coletivo, sem medo de admitir. Gosto de ver as reações e analisar o comportamento das pessoas.</p>
<p><strong>Quais as ferramentas digitais que vc utiliza em seu processo de criação?</strong></p>
<p>Eu uso meios puramente digitais no meu processo criativo, ferramentas de ilustração e edição como Illustrator e Photoshop. Mas eu confesso que não gosto muito da limpeza que o digital proporciona &#8211; não consigo resistir a adicionar toques analógicos, mesmo que simulados, para “sujar” a criação final e deixá-la com um feeling old-school.</p>
<p>Minhas referências temporais preferidas são períodos em que a tecnologia não fazia parte do processo criativo, como o design dos anos 70 até o começo dos 90. Meus verdadeiros ídolos são os que faziam isso antes do advento da web, ou que a transcendem sem se limitar a ela. Salvador Dali, Jack Kirby, Robert Crumb, Andy Warhol, Banksy, D*Face, Kidult. No Brasil, Angeli, Laerte, Fernando Gonsales e Carlos Zéfiro são alguns.</p>
<p><strong>Como você avalia o uso  do Photoshop por amadores que muitas vezes são confundidos por artistas?</strong></p>
<p>Qualquer um hoje em dia pode ter acesso as mesmas ferramentas que um profissional usa, a diferença está em o que você faz com elas. Eu gosto de pensar que os meus diferenciais &#8211; sejam conhecimentos, estudos, pesquisas, talentos ou criatividade &#8211; transparecem no conteúdo que eu estou entregando, mas isso depende unicamente do alcance e da visão das pessoas que estão consumindo o meu trabalho.</p>
<p>Eu sei que não sou o melhor ilustrador ou o melhor manipulador de imagens, mas acredito que a aplicação de boas ideias muitas vezes fazem um trabalho se sobressair bem mais do que outros melhores tecnicamente. É a lei da selva da web – uma ideia simples e genial vai viralizar muito mais do que aquela sem sal em que o cara trabalhou dia e noite durante meses.</p>
<p><strong>Existe um projeto pessoal de expandir seus trabalhos para outras plataformas além da internet? Quais seriam?</strong></p>
<p>Eu comecei a lançar esses projetos há pouco tempo atrás – não mais que 6 meses, mas tenho uma preocupação muito grande em não passar a me repetir. Tanto nos conceitos quando nos formatos.</p>
<p>Uma das minhas maiores influências é a street art, e eu já estou começando a incorporar isso não apenas imageticamente, mas aos poucos à níveis mais concretos, para fazer os projetos saírem (literalmente) da casinha.</p>
<p>Animação me interessa bastante, mas nada muito complexo. Gosto de experimentações na forma de gifs, acho que é um formato mais compacto que tem tudo a ver com a web e as mídias sociais. E mais pra frente pretendo ressuscitar a encarnação original de música eletrônica do Billy the Butcher, e fazer algo no sentido mais áudio-visual.</p>
<p>Já na conceituação eu estou planejando algumas doses cavalares de política e religião para apimentar os projetos, mas aí é que vou ter de sair de casa com um colete à prova de balas!</p>
<p>Confira abaixo um dos seus últimos projetos, &#8221;The Legion of Real Life Supervillains &#8221; !</p>
<p><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/9aa7c7a4d48529a2e2e4cc86233230b9.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-12963" title="9aa7c7a4d48529a2e2e4cc86233230b9" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/9aa7c7a4d48529a2e2e4cc86233230b9.gif" alt="" width="600" height="428" /></a></p>
<p><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/75517_10151796165698018_1160595511_n.jpg"><img class="aligncenter" title="75517_10151796165698018_1160595511_n" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/75517_10151796165698018_1160595511_n.jpg" alt="" width="600" height="840" /></a><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/560516_10151796166403018_1353429900_n.jpg"><img class="aligncenter" title="560516_10151796166403018_1353429900_n" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/560516_10151796166403018_1353429900_n.jpg" alt="" width="600" height="840" /></a><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/599953_10151796164938018_1284750451_n.jpg"><img class="aligncenter" title="599953_10151796164938018_1284750451_n" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/599953_10151796164938018_1284750451_n.jpg" alt="" width="600" height="840" /></a></p>
<div><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/b1d56f9e47adc3913cea8a110a2cd5ff.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12968" title="b1d56f9e47adc3913cea8a110a2cd5ff" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2013/02/b1d56f9e47adc3913cea8a110a2cd5ff.jpg" alt="" width="600" height="800" /></a></div>
<div></div>
<div>Outros projetos do Butcher podem ser vistos pela pagina do artista no <a href="http://www.behance.net/butcherbilly">Behance</a>.</div>
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		<title>Entrevista com Nina Pandolfo</title>
		<link>http://www.projetoblog.com.br/2012/entrevista-com-nina-pandolfo/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jun 2012 16:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodolfo Parolin Hardy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Castelo]]></category>
		<category><![CDATA[Gêmeos]]></category>
		<category><![CDATA[Grafitte]]></category>
		<category><![CDATA[Nina]]></category>

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		<description><![CDATA[Nina Pandolfo é um dos nomes femininos que mais se destaca no cenário da arte contemponânea nacional. Em entrevista exclusiva ao projetoBLOG, a artista conta um pouco da sua trajetória, de suas inspirações e seus planos futuros. 1- Como você iniciou no mundo da arte? Desde pequena sempre gostei de pintar e desenhar, então, pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nina Pandolfo é um dos nomes femininos que mais se destaca no cenário da arte contemponânea nacional. Em entrevista exclusiva ao projetoBLOG, a artista conta um pouco da sua trajetória, de suas inspirações e seus planos futuros.</p>
<p><span id="more-9303"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nina_pandolfo01.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9769" title="nina_pandolfo01" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nina_pandolfo01-600x398.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p><strong>1- Como você iniciou no mundo da arte?</strong></p>
<p>Desde pequena sempre gostei de pintar e desenhar, então, pra mim, esta foi minha iniciativa.</p>
<p><strong>2- Seus desenhos são bem característicos, da onde vêm essas meninas de olhos grandes, gatos e vaga-lumes?</strong></p>
<p>De um universo que criei e onde tudo é possivel.</p>
<p><strong>3 &#8211; Você começou trabalhando em ateliês e depois passou para a rua. Quais os motivos da mudança e como você enxerga a influência disso na sua arte? </strong></p>
<p>Até hoje gosto de procurar novos suportes, novas técnicas, novas formas&#8230; Isto tudo faz parte de um processo de amadurecimento do trabalho. Estar na rua fez com que meu trabalho atingisse muitas pessoas, direta ou indiretamente. Apesar da linguagem ser diferente nestes dois suportes, um traz força para o outro, um complementa o outro.</p>
<p>Pintar na rua, ficar na rua me deu outro olhar para as coisas, para as pessoas, para o mundo e isto sempre interfere no meu trabalho.</p>
<p><strong>4 &#8211; Em seu site, voce comenta que gostaria de transpor seus desenhos para novas mídias, quais seriam?</strong></p>
<p>Sempre estou em busca de novas midias, novos suportes&#8230; ainda estou estudando. Mas existem tantas&#8230; vídeo, foto, moda&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nina_pandolfo02.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9770" title="nina_pandolfo02" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nina_pandolfo02-600x896.jpg" alt="" width="600" height="896" /></a></p>
<p><strong>5 &#8211; A respeito do &#8220;Grafitti Project&#8221; no castelo de Glagow,  foi um projeto que inclusive já mostramos no blog. O que mais lhe marcou nele? Teve algum outro trabalho tão inusitado quanto ele?</strong></p>
<p>Pra mim, foi minha experiência, conhecer uma familia tradicional que vive em um castelo mais antigo que meu país, herdado pelos seus antepassados, a cultura deles, o valor de se manter uma tradição, uma história, você saber exatamente quem foram seus antepassados, sua história, arquitetura, a maneira como viviam, isto pra mim foi uma lição pois aqui no Brasil não existe isto.</p>
<p>Existiram outros trabalhos maravilhosos, mas creio que o castelo teve toda esta repercussão devido a ser um castelo e ser mais antigo que o Brasil. Então isto fez com que todos olhassem para ele.</p>
<p>Mas fiz um projeto em Cuba de intercâmbio com os artistas de lá que quase não foi falado, devido a ser apenas intercâmbio, mas o fato de em Cuba praticamente não existir spray fez com que este projeto fosse inusitado lá.</p>
<p>Lembro-me de uma mulher falar para a filha ver que quando eu apertava a &#8220;lata&#8221; saia tinta. Como se fosse algo mágico, como se estivesse tirando um elefante da cartola.</p>
<p>Aqui no Brasil foi apenas mais um projeto de mural, mas em Cuba foi &#8220;O projeto&#8221;.</p>
<p><strong> 6- Quais são seus maiores inspiradores dentro do campo do grafitti? </strong></p>
<p>Barry Mcgee, osgemeos, blu, ladypink.</p>
<p><strong> 7 &#8211; E fora dele? </strong></p>
<p>Deus, minha mãe, Alphonse Mucha, Yoshitomo Nara.</p>
<p><strong>8 &#8211; Como seu marido influência na sua obra? Existe essa troca entre vocês?</strong></p>
<p>Meu marido é um grande apoiador do meu trabalho. Agora osgemeos foram grandes professores em meu início, hoje eles são exemplos de determinação e competência pra mim.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nina_pandolfo03.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9771" title="nina_pandolfo03" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nina_pandolfo03-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p><strong> 9 &#8211; Há sempre críticos para analisar sua obra, dizer o que você gostaria de transmitir, etc. Eu pergunto, como você vê Nina Pandolfo? </strong></p>
<p>Me vejo como uma artista com um universo magico, que coloco muito dela em seus trabalhos, que procura sempre se superar em cada trabalho.</p>
<p><strong>10 &#8211; Por fim, a pergunta de todas nossas entre vistas, qual seu conselho para os leitores do site que estão no ramo da arte e do grafitti?</strong></p>
<p>Procurar encontrar seu estilo, estudar sempre, fazer seu próprio caminho, pois ninguém é igual a ninguém e temos que traçar nosso caminho e percorrê-lo. Ter determinação, e nunca, nunca ter preguiça.</p>
<div id="attachment_9773" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nina_pandolfo04.jpg"><img class="size-medium wp-image-9773" title="nina_pandolfo04" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nina_pandolfo04-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: IG</p></div>
<p>Em nome do projetoBLOG agradeço a Nina pela participação.</p>
<p>Não deixem de visitar o site da artista <a href="http://www.ninapandolfo.com.br/">aqui</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entrevista com Carlos Arcos</title>
		<link>http://www.projetoblog.com.br/2012/entrevista-com-carlos-arcos/</link>
		<comments>http://www.projetoblog.com.br/2012/entrevista-com-carlos-arcos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 18:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Baroni Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Uruguai]]></category>

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		<description><![CDATA[A entrevista feita com o arquiteto Carlos Arcos. Arcos é uruguaio e recentemento mudou-se para Curitiba para dedicar-se a uma de suas mais importantes obras: o Estádio Joaquim Américo, sede curitibana da Copa do Mundo da Fifa Brasil de 2014. Carlos é formado no Uruguai em 1981 e após sua graduação foi estudar na FAUUSP [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A entrevista feita com o arquiteto Carlos Arcos. Arcos é uruguaio e recentemento mudou-se para Curitiba para dedicar-se a uma de suas mais importantes obras: o Estádio Joaquim Américo, sede curitibana da Copa do Mundo da Fifa Brasil de 2014.<span id="more-6732"></span></p>
<p>Carlos é formado no Uruguai em 1981 e após sua graduação foi estudar na FAUUSP para ter um diploma brasileiro. Durante a faculdade ele trabalhou para o escritório de Rino Levi até 1984 quando se formou e abriu seu próprio escritório em São Paulo. Lá morou por 15 anos até voltar para o Uruguai e ter um dos maiores escritórios do país.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 580px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSCF0089.jpg"><img class="  " src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSCF0089-940x556.jpg" alt="" width="570" height="337" /></a><p class="wp-caption-text">Carlos (com a criança) e sua equipe do Brasil em 2011</p></div>
<p><strong>1 – Você poderia descrever sua trajetória acadêmica e suas principais influências?</strong></p>
<p>Entrei na faculdade em 1970. Naquela época existia uma forte influência inglesa &#8211; particularmente dos anos 60 &#8211; no ensino da arquitetura uruguaia. Estes anos foram muito agitados; produzindo frutos como o Archigram e até mesmo as primeiras obras de Norman Foster e também foi o que originou a formação conceitual/acadêmica para a criação do Centro Pompidou (no momento em que Piano e Rogers utilizavam os mesmo conceitos). Na época em que era estudante, os projetos acadêmicos eram muito parecidos com o Centro Pompidou.</p>
<p>Também na Inglaterra, estes anos foram muito efervescentes; era quando se estava vivenciando um boom econômico e existia uma relação muito grande com os EUA, tanto na arte como na cultura. Era o começo da massificação da informação e o momento gerava uma escola muito ativa e criativa baseada nos conceitos teóricos dos Smithsons dos anos 50. Eles criaram o Brutalismo, identificando-o não como um movimento plástico, mas como um movimento ético. Era tentar localizar na mesma posição as circulações e as instalações para criar plantas livres.</p>
<p><strong>E o Modernismo?</strong></p>
<p>O Modernismo não teve tanta influência porque depois dos 10º CIAM, jovens arquitetos da vanguarda renegaram a carta de Atenas e formaram o Team 10. Eles pouco editavam os conceitos em livros, mas tinham uma base teórica consolidada. Foi um momento em que destruíram o Modernismo. A vanguarda internacional já não concordava com a carta de Atenas.</p>
<p><strong>2 &#8211; O que você considera primordial em um projeto de arquitetura?</strong></p>
<p>Vamos começar ao contrário, para que serve arquitetura? Serve para atender um determinado usuário. Sou contra a arquitetura genérica e a favor de uma arquitetura singular, para um determinado uso e usuário. Se você pensa um usuário genérico não é reduzido, é ampliado. Ou seja, não podemos nos apoderar de apenas uma característica em comum, como a raça humana. Temos que saber as características únicas dos usuários. O arquiteto é o construtor de âmbitos para viver, para jogar, se divertir, escutar música.</p>
<p>Arquitetura não é feita para ser genérica deve ser pensado para o seu uso. No exemplo de estádio de futebol, suponha que ele possa ser multiventos, isso é uma vantagem adicional, mas seu objetivo principal é o de jogar bola.</p>
<p><strong>3 &#8211; Qual a concepção utilizada para a ampliação da Arena da Baixada?</strong></p>
<p>O princípio foi primeiro, respeitar o estádio original. E isso se dá através de diversas ideias que complementam, enriquecem e potencializam o projeto original. Não negar, mas potencializar tudo o que ele oferece de positivo.</p>
<p>São duas arquibancadas, mantem-se elas. Os setores VIPs; tinham dois: o superior tinha uma visão limitada, por isso foi deixado apenas o inferior. As circulações são pequenas e para evacuar o estádio era um problema; elas foram aumentadas relocando os locais de alimentação, que passaram para as esquinas.</p>
<p>Outra pequena grande questão a interrelação com a cidade, a esplanada que atualmente serve apenas para acessar as escadas foi alterada para ser uma expansão do estádio o nível de acesso e embaixo deste terá lojas, lanchonetes e espaços para lazer. No ponto de vista urbano foi o maior destaque para que a cidade vivesse o estádio.</p>
<p>Outro ponto fundamental foi projetar uma arena indoor, de 10.000 lugares que servirá para Curitiba que hoje não possui uma arena destas. Terá uma sinergia total entre os dois espaços que se cria um grande centro de convenções.</p>
<p>Concluindo é a integração urbana, integração funcional interna com sinergia, aumento de fluxos, conforto dos espectadores, segurança e muitas coisas mais.</p>
<p><strong>Quais são alguns dos principais avanços tecnológicos do estádio?</strong></p>
<p>São muitas coisas, como a tecnologia de informação (TI). O estádio em termos de TI será igual aos estádios contemporâneos da Europa. Em termos de edifício inteligente, terá a segurança, iluminação de controle, sensores de água, de eletricidade e de fumaça no prédio todos integrado a todo o momento. Câmeras de segurança de alta tecnologia em todo ponto no estádio que vão ser instaladas por exigências da FIFA que traz muitos avanços.</p>
<p>O gramado passara a ser semi-artificial que tem três vezes mais resistência que o natural e está instalado em vários estádios do mundo. A iluminação será quadriplicada em relação a atual e ainda supõe-se que as filmagens de 2014 serão em 3D.</p>
<p>Estes são todos os avanços que ajudam  com o legado da Copa do Mundo. A Copa do Mundo vai deixar muitos avanços no país como tecnológicos e culturais.</p>
<p><strong>4- A Arena da Baixada, diferente de outros projetos, já esta parcialmente concluída. Em que pontos isso foi benéfico?</strong></p>
<p>O ponto principal em que foi benéfico é que eles esta numa área urbana excepcional. A FIFA fala na localização do estádio e o ideal é que fosse no centro da cidade, mas isto é difícil; dificilmente ele será um elefante branco.  Também tem uma questão muito boa, ele está 70% pronto.</p>
<p>Além disso ele já foi construído nos padrões da FIFA de 1996, que 15 anos atrás já tinham as mesmas premissas de atualmente.</p>
<p>O projeto foi perfeitamente adaptável, não havia razão pra pensar em demolir pra fazer um novo, pelo contrário tudo que está ali podia ser potencializado.</p>
<div id="attachment_8744" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/projetoblog-estádio-entrevista-Carlos-Arcos.jpg"><img class="size-full wp-image-8744 " src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/projetoblog-estádio-entrevista-Carlos-Arcos-e1333108438873.jpg" alt="" width="540" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Estádio Joaquim Américo, Carlos Arcos (2007)</p></div>
<p><strong>5 &#8211; Qual a visão que você tem sobre o urbanismo curitibano comparado ao montevideano?</strong></p>
<p>Curitiba está mais avançado pelo transporte público, muitos parque e tem uma metragem de áreas verde muito boa. E olhe que estou comparando com uma bela cidade que tem a vantagem de ter 40 km em frente ao rio. Naturalmente ela tem esta grande vantagem, a praia.</p>
<p>E no pensamento urbano Curitiba está muito a frente, pelos sistemas de eixo que logo depois foi potencializado por Jaime Lerner e suas decisões urbanas. Acho que Curitiba está muito bem preparada para receber a Copa do Mundo.</p>
<p><strong>6 &#8211; Qual a relação da sua arquitetura com outras artes?</strong></p>
<p>Toda e nenhuma. Eu aprecio todas as artes e sou um grande observador de artes plásticas, ouvinte de música, assisto teatro, adoro ver obras de Van Gogh, Mondrian, vou à museus. Todas e nenhuma, pois não tenho influências diretas nas minhas obras, mas todas me influenciam. Gosto de observar os experimentos que fazem em novos materiais nas artes plásticas para poder reverter nas criações de ambiente</p>
<p><strong>7 – Recentemente o senhor ganhou um projeto da CDHU, como é trabalhar com grandes complexos arquitetônicos?</strong></p>
<p>Eu trabalhei a minha vida toda em habitação popular e também em grandes complexos, empresariais, esportivos e residênciais. Essa minha visão de trabalhar neste tipo de projetos começou quando trabalhei no escritório do Rino Levi em 77 em São Paulo. Por dois anos fiz um projeto de São Bernardo do Campo para 3.000 habitações, aí eu percebi o que significava fazer um projeto de grande porte. A partir daí fiz vários projetos de grande porte, como a usina hidrelétrica de Pedra Cavalo na Bahia. É um prazer estar em equipes multidisciplinares, como: engenheiros, geólogos e assistentes sociais.</p>
<p>Quando se faz um refugio, para dormir numa noite, é o mínimo do mínimo dos pensamentos arquitetônicos. Não deixa de ser importante como a usina. Mas num você poder exercer como quer e no outro você tem muitas pessoas para se integrar, é uma grande equipe. O Arquiteto tem que ser mais um num processo e também temos que lutar por nossa função. A arquitetura é muito mais do que estética e arte.</p>
<p>Por exemplo, o estádio tem muito problemas a serem resolvidos, como fluxos, comunicações, transmissão, etc. Na circulação, tem públicos, publico VIP, COL/FIFA, afiliados comerciais, juízes, delegados, jogadores, jovens do programa da FIFA, funcionários, oficiais, bombeiros, polícia, todos estes tem que ter o acesso e circulações definidas, isto não é estética.</p>
<p>Também tem que conhecer a tecnologia para ela estar ao seu lado, na transmissão o telespectador é tão importante quanto as 40.000 dentro do estádio. Assim como temos que cuidar das pessoas dentro do estádio temos que cuidar das pessoas assistindo o jogo por fora.</p>
<p><strong>Qual é o papel de um arquiteto numa equipe multidisciplinar?</strong></p>
<p>O arquiteto é mais um desta equipe e tendo a dizer que ele passa a ser o coordenador desta equipe, o especialista que tem mais abrangência de conhecimento. Nós temos preparação para ter esta abrangência e como não podemos saber tudo trazemos pessoas que agregam no projeto. Sempre dando autonomia para estas pessoas especialistas nestes assuntos, e por isso tenho que informar as necessidades e ele me devolver a resposta. O arquiteto é um grande &#8220;juntador&#8221; de peças.</p>
<p><strong>8 – Qual sua mensagem para os profissionais recém formados em arquitetura?</strong><strong></strong></p>
<p>Vamos em frente, foi escolhida uma profissão muito difícil que tem que estudar muito, ter conhecimento vasto em todas as matérias, não tem nada que não possa nos interessar. Não podemos deixar de sermos conhecedores de qualquer matéria, temos que ter os olhos abertos, saber enxergar, ser curioso abrir as portas que estão fechadas, enxergar muito e no fim das contas está em nós o futuro do habitat humano, onde as pessoas moram, está conosco.</p>
<p>Abaixo conheça um pouco mais das obras recentes do arquiteto!</p>
<div id="attachment_8636" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/projetoblog-entrevista-Carlos-Arcos-Beverly-Club.jpg"><img class="size-full wp-image-8636 " src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/projetoblog-entrevista-Carlos-Arcos-Beverly-Club-e1332878254864.jpg" alt="" width="540" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">Beverly Club House, Carlos Arcos e MAAM (2007)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8637" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/projetoblog-entrevista-Carlos-Arcos-Ellauri.jpg"><img class="size-full wp-image-8637 " src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/projetoblog-entrevista-Carlos-Arcos-Ellauri-e1332878292483.jpg" alt="" width="540" height="753" /></a><p class="wp-caption-text">Ellauri / Iniciativa Uy, Carlos Arcos e Bernardo Ynzenga (2007)</p></div>
<div id="attachment_8638" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/projetoblog-entrevista-Carlos-Arcos-Londrina.jpg"><img class="size-full wp-image-8638 " src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/projetoblog-entrevista-Carlos-Arcos-Londrina.jpg" alt="" width="540" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">Teatro Municipal de Londrina (2007)</p></div>
<p>Fonte: Carlos Arcos Arquite(c)tura.</p>
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		<title>Entrevista com Glauco Longhi</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 15:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodolfo Parolin Hardy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Oliver]]></category>
		<category><![CDATA[digital]]></category>
		<category><![CDATA[Escultura]]></category>
		<category><![CDATA[Glauco Longhi]]></category>

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		<description><![CDATA[Glauco Longhi é escultor, trabalha para o cinema e a indústria da televisão, também fazendo alguns brinquedos e itens de colecionador. Sua paixão pela escultura começou com a área de Modelagem no 3d max, até perceber que apenas o 3d não seria o suficiente para criar bons personagens. Assim começou a esculpir em argila, o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Glauco Longhi é escultor, trabalha para o cinema e a indústria da televisão, também fazendo alguns brinquedos e itens de colecionador. Sua paixão pela escultura começou com a área de Modelagem no 3d max, até perceber que apenas o 3d não seria o suficiente para criar bons personagens. Assim começou a esculpir em argila, o que posteriormente viria a mudar o rumo de sua vida. Neste meio tempo, ele trabalhou para diversas empresas 3d e estúdios,principalmente voltadas para a modelagem e escultura, mas ele decidiu se dedicar a sua vida própria, começando a vida freelancer. Em entrevista para o projetoBLOG, o escultor fala um pouco sobre sua paixão pela escultura, suas inspirações e perspectivas futuras.</p>
<p><span id="more-8419"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Glauco_et.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8448" title="Esculturas Glauco" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Glauco_et-600x527.jpg" alt="" width="600" height="527" /></a></p>
<p><strong>Primeiramente gostaria de saber como foi parar na escultura, sempre teve ligações com arte?</strong></p>
<p>Não. Minha relação com artes sempre foi praticamente nula. Sempre andei muito de skate, dos meus 10 aos 18 anos. Era só isso que eu fazia da vida. Quando entrei na faculdade de cinema (audiovisual), fui imediatamente buscar emprego na área. Curiosiamente, eu editava meus vhs de skate, e os filmes que fazia com meus amigos. Afinal, por esse motivo resolvi estudar cinema. Fui parar numa produtora, como auxiliar de edição. Lá conheci o after effects, depois o pessoal de 3d. Comecei a me especializar em 3d, e por fim, resolvi estudar a base de tudo, escultura tradicional. E cá estou eu, apaixonado pela arte tradicional.</p>
<p><strong>Como foi o processo de crescimento na qualidade e evolução de seus trabalhos? </strong></p>
<p>Eu sempre me cobrei muito, em relação a tudo que fiz. Estudei aqui com pessoas excelentes, como Alex Oliver. Estudei lá fora também com Jordu Schell. Mas o que sempre me fez evoluir foi a busca incessável pelo aprendizado e evolução. A perfeição.</p>
<p><strong>Quais seus maiores inspiradores?</strong></p>
<p>O Alex Oliver foi minha grande inspiração quando comecei. Por causa dele, e das palestras que assisti, me fez acreditar que eu também conseguiria chegar lá. Como artistas e referências, são milhares. Mas os que mais se destacam são Jordu Schell, Carlos Huante, Jamie Salmon, Mike Hill, Steve Wang, Miles Teves, entre muitos outros. A lista é imensa, e incrivelmente, cresce a cada dia.</p>
<p><strong>As esculturas mais antigas da Grécia Clássica ou do Oriente tem certa influência na sua obra? Quais são as características comuns?</strong></p>
<p>Sinceramente, muito pouco. Sou muito fãn do clássico e renascentista. Michelangelo e Bernini sem dúvidas influenciam muito.</p>
<p><strong>Possue inspirações e influências fora do campo da escultura?</strong></p>
<p>Dentro do campo da arte, com certeza. David Jon Kassan, desenhista é um ótimo exemplo. Outras influências são pessoas como Arnold Schwarzenegger, Silvester Stallone, e até nosso brasuca Max Gehringer. São pessoas que gosto de escutar, ler sobre.</p>
<p><strong>Qual a relação entre a escultura digital x tradicional?</strong></p>
<p>Digamos que é a mesma relação entre a maquete tradicional e o autocad, 3dmax. Um complementa o outro, e sem dúvidas, saber o tradicional ajuda no digital, e vice e versa, com menos influência. No digital, temos muitas ferramentas que facilitam certos movimentos, o que por um lado é bom, e por outro não. Acaba esquecendo e deixando de lado coisas importantes do aprendizado.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_digital.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8433" title="Esculturas Glauco" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_digital-600x399.jpg" alt="" width="600" height="399" /></a></p>
<p><strong>Vejo que seus alunos já conseguem ter um resultado muito interessante nas obras, como você coloca na balança a questão talento – técnica – esforço?</strong></p>
<p>Bom, essa é uma discussão muito complexa, principalmente pra mim. A questão do talento, como uma coisa divina, do além, fantástica, sou contra e não acredito. Eu sempre tive muita dificuldade, nunca fui o melhor da turma, o que por outro lado, sempre me fez estudar muito. Sou muito dedicado e focado nos meus sonhos. Eu acho que o segredo da coisa, é manter-se motivado. Qualquer um que for apaixonado e desejar ficar bom em algo, acima de tudo, terá sucesso, se, conseguir manter-se produzindo. O que as pessoas não entendem, é que tudo é uma questão de escolha. Enquanto muitos estão saindo e se divertindo, eu estou estudando e produzindo. Não tem certo e errado, mas o que colhemos é diferente, apenas diferente. Vejo isso claramente nos meus alunos. Os que se dedicam mais, tem um aproveitamento e rendimento maior, em menos tempo.</p>
<p><strong>Quais são os tipos de trabalho que você pode realizer nessa área? Quais tipos de material usa para cada trabalho? Normalmente no Brasil ou fora?</strong></p>
<p>Faço trabalhos no campo do cinema, televisão, publicidade, colecionadores. São diversas áreas, desde uma prótese de efeito especial até um boneco ultra realista, ou até mesmo bronze. Cada trabalho exige um material diferente. Trabalho pro Brasil e pra fora também.</p>
<p><strong>Qual seu trabalho mais inusitado? Tem algum preferido?</strong></p>
<p>Meu preferido, normalmente, é o último que fiz. No caso, finalizei um busto chamado Emanuel, em silicone, estudando o realismo. Mas como já disse, eu me cobro muito, e isso faz eu querer melhorar a cada trabalho. Portanto, já estou esboçando o próximo para melhorar o que sinto falta neste.</p>
<div id="attachment_8434" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_emanuel.jpg"><img class="size-medium wp-image-8434" title="Glauco Emanuel" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_emanuel-600x266.jpg" alt="" width="600" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Emanuel</p></div>
<p><strong>Quais suas perspectivas futuras?</strong></p>
<p>Estudar e evoluir muito. Sinceramente estou muito longe dos meus objetivos pessoais e profissionais, no nível artístico. Vejo muita coisa ainda para melhorar. Não tenho planos traçados a longo prazo. Tenho sonhos, como trabalhar em empresas como Weta workshop, Legacy, e etc, mas meus planos mesmos estão em melhorar coisas que sinto necessidade. Acredito que o trabalho, dinheiro e prestígio sejam sempre consequência de um trabalho bem feito. Portanto, focando no trabalho, o resto vem com o tempo.</p>
<p><strong>Por fim, qual dica você daria para o visitante do projetoBLOG que têm interesse na area?</strong></p>
<p>Estudar muito. Na internet, tem bastante material sobre escultura, efeitos especiais e tudo mais. O mercado vem crescendo cada vez mais.<br />
Conte comigo e vamos todos evoluir juntos. <img src='http://www.projetoblog.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_batman.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8436" title="Esculturas Glauco" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_batman-600x702.jpg" alt="" width="600" height="702" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_humano.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8435" title="Esculturas Glauco" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_humano-600x415.jpg" alt="" width="600" height="415" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_macaco.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8443" title="Esculturas Glauco" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_macaco-e1332424243291.jpg" alt="" width="600" height="774" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_pi.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8447" title="Máscara Mister Pig" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glauco_pi-600x600.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Glauco_Creatura.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8450" title="Esculturas Glauco" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Glauco_Creatura-600x668.jpg" alt="" width="600" height="668" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glaco_bixo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8451" title="Esculturas Glauco" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/glaco_bixo-e1332426063249.jpg" alt="" width="600" height="1010" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Glauco_homem.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8452" title="Esculturas Glauco" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Glauco_homem-600x451.jpg" alt="" width="600" height="451" /></a></p>
<p>Todas as fotos foram retiradas no site ou Facebook do <a href="http://www.glaucolonghi.com">Glauco</a>, não deixem de visitar para visualizar mais de seu trabalho.</p>
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		<title>Entrevista com Arquitetos Associados</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 14:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Zem Schneider</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetos Associados]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Horizonte]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Inhotim]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Dando continuidade à primeira entrevista do ProjetoBlog com foco na arquitetura brasileira fora de São Paulo e Rio de Janeiro, publicamos uma entrevista exclusiva com Carlos Alberto Maciel, Sócio do Escritório Arquitetos Associados, localizados em Belo Horizonte &#8211; Minas Gerais. Desde Já, agradecemos a disposição do do Arquitetos Associados e do Estúdio de fotografia Leonardo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7195" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ARQUITETOS-ASSOCIADOS.jpg"><img class="size-medium wp-image-7195" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ARQUITETOS-ASSOCIADOS-600x362.jpg" alt="" width="600" height="362" /></a><p class="wp-caption-text">Em ordem, Paula Zasnicoff, Bruno Santa Cecília, Carlos Alberto Maciel, André Luiz Prado e Alexandre Brasil</p></div>
<p>Dando continuidade à primeira entrevista do <strong>ProjetoBlog </strong>com foco na arquitetura brasileira fora de São Paulo e Rio de Janeiro, publicamos uma entrevista exclusiva com Carlos Alberto Maciel, Sócio do Escritório <a title="Arquitetos Associados" href="http://www.arquitetosassociados.arq.br/" target="_blank">Arquitetos Associados</a>, localizados em Belo Horizonte &#8211; Minas Gerais. Desde Já, agradecemos a disposição do do <a title="Arquitetos Associados" href="http://www.arquitetosassociados.arq.br/" target="_blank">Arquitetos Associados</a> e do <a title="Leonardo Finotti" href="http://www.leonardofinotti.com" target="_blank">Estúdio de fotografia Leonardo Finotti</a> pela prontidão com que fomos atendidos e pelo material recebido.<span id="more-7109"></span></p>
<div id="attachment_7198" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-medium wp-image-7198" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/CASA-ARARAS-VALLEY2-600x900.jpg" alt="" width="600" height="900" /><p class="wp-caption-text">Casa no Vale das Araras - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<p>Confira a Entrevista exclusiva:</p>
<p><strong>01 &#8211; Bom, em primeiro lugar, parabéns pelo escritório e também pelos projetos e eu, representando o ProjetoBLOG, agradeço a disposição do Arquitetos associados em nos conceder essa entrevista. </strong><strong>Antes de tudo, quem é o Arquitetos Associados? Como, quando e onde o escritório surgiu?</strong></p>
<p>Arquitetos Associados é, hoje, um grupo formado pelos arquitetos Alexandre Brasil, André Luiz Prado, Bruno Santa Cecília, Carlos Alberto Maciel e Paula Zasnicoff, sócios titulares, e Mikhail Itokawa e Michelle Andrade, sócios coordenadores de projeto. O escritório existe desde 1996, e desde então teve diversas configurações. Nos entendemos como uma plataforma colaborativa, em que buscamos organizar para cada projeto uma equipe específica, eventualmente com colaboração de outros parceiros.</p>
<p><strong>02 &#8211; Qual é o foco? Quer dizer, o escritório se especializou em alguma área de atuação da arquitetura?</strong></p>
<p>Buscamos trabalhar com situações complexas de projeto, seja do edifício, seja do desenho urbano. Não nos especializamos, mas naturalmente, pelo perfil da equipe – todos somos professores também &#8211; e talvez pelo fato de nos dedicarmos bastante aos concursos de arquitetura, em que oportunidades de discutir propositivamente são apresentadas, acabamos por trabalhar pouco com os mercados típicos de arquitetura.</p>
<div id="attachment_7199" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ESTUDIO-TERRA-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-7199" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ESTUDIO-TERRA-2-600x398.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a><p class="wp-caption-text">Estúdios Terra &amp; Escritório AA - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<p><strong>03 &#8211; Vi no site uma seção dedicada para artigos, como se aborda a ligação entre a teoria e prática no processo projetual?</strong></p>
<p>Como dissemos, somos todos professores em diversos cursos de arquitetura em Belo Horizonte. Sempre tivemos uma ligação estreita com a teoria e o ensino de arquitetura, seja com a edição da Revista MDC, seja com as pesquisas de mestrado e doutorado. Não há prática razoável sem teoria e sem história. Arquitetura se aprende diariamente, arquitetura se estuda. Você escolheria um médico ou advogado que não estuda? Arquitetura é a mesma coisa&#8230;</p>
<p><strong>04 &#8211; Há algum arquiteto, escritório que serve de influência no projeto tanto com teoria e/ou prática?</strong></p>
<p>Não há um, mas com todos os arquitetos se aprende: da arquitetura moderna, da arquitetura brasileira, da arquitetura contemporânea, bons e maus exemplos ensinam.</p>
<div id="attachment_7200" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/CENTRO-EDUCATIVO-BURLE-MARX3.jpg"><img class="size-medium wp-image-7200" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/CENTRO-EDUCATIVO-BURLE-MARX3-600x398.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a><p class="wp-caption-text">Centro Educativo Burle Marx - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<div id="attachment_7201" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/CENTRO-EDUCATIVO-BURLE-MARX2.jpg"><img class="size-medium wp-image-7201" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/CENTRO-EDUCATIVO-BURLE-MARX2-600x399.jpg" alt="" width="600" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Centro Educativo Burle Marx - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<p><strong>05 &#8211; Com relação à produção arquitetônica, geralmente jovens arquitetos não possuem tanta projeção no cenário nacional ou internacional como vocês obtiveram com os projetos para Inhotim, prêmio Jovens arquitetos deste ano ou o Concurso da expansão do Museu do Meio ambiente do Rio de Janeiro. Como isso ocorreu?</strong></p>
<p>Como disse Ortega e Gasset, “eu sou eu e as minhas circunstâncias”. Inhotim é uma dessas circunstâncias. Paula veio de São Paulo a Belo Horizonte, Inhotim precisava naquele momento de alguém para acompanhar a obra da Galeria Adriana Varejão, projeto de um escritório paulista. Foi contratada e, após a conclusão da obra, continuou em Inhotim elaborando diversos projetos. Quando surgiu uma demanda maior, o Centro Educativo, integrou Alexandre na equipe. Já fora de Inhotim e integrando o escritório, em 2008, para fazer 3 novas galerias toda a equipe foi acionada. Ainda hoje estamos trabalhando em um desses projetos, e mais recentemente no Inhotim Escola, que ocupará dois edifícios históricos do conjunto da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.</p>
<p>O Museu do Meio Ambiente tem história diferente, é resultado de um concurso público, do qual participaram André e Bruno. Ganhar um concurso é também uma circunstância, uma espécie de convergência entre o que pensamos e o que a instituição procura, mediada por uma comissão julgadora que geralmente trás pessoas das mais diversas orientações teóricas.</p>
<div id="attachment_7202" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/mma-rio.jpg"><img class="size-medium wp-image-7202" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/mma-rio-600x300.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Concurso de Expansão do MUMA - RJ</p></div>
<div id="attachment_7203" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/muma-rio-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-7203" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/muma-rio-4-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Concurso de Expansão do MUMA - RJ</p></div>
<p><strong>06 &#8211; Em relação aos concursos, como funciona a logística para elaboração de um projeto (sem entregar o ouro, lógico)? Normalmente um projeto de concurso público possui um programa complexo e demanda reuniões diárias, e, em grande parte das ocasiões, o retorno não existe (o que serve de motivação ou não), como funciona esse processo?</strong></p>
<p>É para quem gosta de arquitetura. Trabalhar sem garantia de contratação tem como contrapartida ter liberdade de investigação e de proposição. Cada concurso tem uma dinâmica diferente, dependendo do programa, da escala, do tamanho da equipe, do tempo disponível e dos prazos. A única certeza que temos é que cada problema sugere sua solução. A questão que se coloca é como entender o problema antes de começar a projetar.</p>
<p><strong>07 &#8211; Mudando de contexto, como funciona o instituto Inhotim hoje? E o projeto, como ocorreu a contratação, desenvolvimento e construção? Qual é o diferencial do projeto para haver a constante publicação e divulgação?</strong></p>
<p>Sobre a contratação e como trabalhamos hoje, já respondemos. O diferencial do projeto, se é que existe, está no fato de se tratar de edifícios atípicos, no programa, no lugar e, talvez, na resposta arquitetônica dada a essas situações. Inhotim é um lugar especial, as obras e os artistas que estes edifícios abrigam são singulares, os nossos interlocutores, em especial os curadores, são peças fundamentais na concepção de cada edifício.</p>
<p><strong>08 &#8211; O que vocês podem discorrer sobre a atual situação do mercado arquitetônico brasileiro? </strong></p>
<p>O mercado da construção civil vai bem, se essa é a pergunta. Porém quantidade não é necessariamente qualidade. Nossas cidades estão cada vez mais feias.</p>
<div id="attachment_7204" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/GALERIA-MIGUEL-RIO-BRANCO.jpg"><img class="size-medium wp-image-7204" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/GALERIA-MIGUEL-RIO-BRANCO-600x399.jpg" alt="" width="600" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Galeria Miguel Rio Branco - Instituto Inhotim - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_7205" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/GALERIA-MIGUEL-RIO-BRANCO5.jpg"><img class="size-medium wp-image-7205" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/GALERIA-MIGUEL-RIO-BRANCO5-600x244.jpg" alt="" width="600" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">Galeria Miguel Rio Branco - Instituto Inhotim - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<p><strong>09 &#8211; Não classificando arquitetura boa ou ruim, porém considerando a existência da arquitetura sem conteúdo que vemos a cada esquina em construção na maioria das cidades brasileiras. Penso que isto deve existir, pois não existe boa arquitetura sem os maus exemplos, quase como um jogo de contrastes. Em Belo Horizonte isto não deve ser diferente. Vocês acreditam que a aceitação dos projetos que o escritório produz depende de que e de quem?</strong></p>
<p>Primeiro, é importante dizer que não temos uma grande produção, ou seja, construímos muito pouco da cidade que está aí. A aceitação de propostas antagônicas ao mercado depende de todos: dos empreendedores, que não incluem a qualidade da arquitetura na complexa matemática financeira dos empreendimentos; dos compradores, usuários e clientes, diretos e indiretos, que não incluem a arquitetura na complexa rede de valores que orienta suas escolhas; e principalmente de nós mesmos, arquitetos, que em geral apenas reproduzimos ou o prédio vizinho ou, os mais ousados, a novidade da revista de arquitetura. Não acreditamos que é necessário ter um mal exemplo para destacar os bons. Melhor pensar como o Aldo Rossi, que vê o monumento como edifício singular, que conta a história, e o edifício tipo, que é tanto melhor quanto mais contribui para construir a cidade, como fundo para destacar os edifícios singulares. Ambos, o monumento e o edifício ordinário, podem ser bons. Se todos os edifícios quiserem ser singulares, nenhum será. Nosso professor, Cacá Brandão, ilustra isso de modo exemplar, falando sobre os dias festivos: “Esses paradigmáticos dias de comemoração só adquirem sentido diante do caráter amorfo dos demais em que transcorremos nossa experiência diária.” [http://mdc.arq.br/2006/03/31/monumentalidade-e-cotidiano-a-funcao-publica-da-arquitetura/].</p>
<div id="attachment_7206" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/PRAÇA-DA-PAMPULHA.jpg"><img class="size-medium wp-image-7206" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/PRAÇA-DA-PAMPULHA-600x388.jpg" alt="" width="600" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Praça da Pampulha - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<p><strong>10 &#8211; Bom, por fim, só tenho a agradecer em nome do ProjetoBLOG ao Arquitetos Associados pela disposição em nos atender, mesmo que via e-mail. Algumas últimas considerações?</strong></p>
<p>Nós é que agradecemos.</p>
<div id="attachment_7207" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ESTUDIO-TERRA-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-7207" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ESTUDIO-TERRA-3-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Estúdios Terra &amp; Escritório Arquitetos Associados - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<div id="attachment_7208" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/CASA-ARARAS-VALLEY5.jpg"><img class="size-medium wp-image-7208" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/CASA-ARARAS-VALLEY5-600x900.jpg" alt="" width="600" height="900" /></a><p class="wp-caption-text">Casa no Vale das Araras - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_7209" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/CASA-ARARAS-VALLEY.jpg"><img class="size-medium wp-image-7209" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/CASA-ARARAS-VALLEY-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Casa no Vale das Araras - Foto de Leonardo Finotti</p></div>
<p><strong>Para quem desejar saber mais sobre o Arquitetos Associados, dá uma olhada na <a href="http://www.facebook.com/pages/Arquitetos-Associados/190124261070244" target="_blank">página no facebook</a>, ou visita o <a href="http://www.arquitetosassociados.arq.br">Site</a> do Escritório para conferir projetos e contatos. Recomendo os artigos disponíveis no site também!</strong></p>
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		<title>Entrevista com Adam Kaasa</title>
		<link>http://www.projetoblog.com.br/2011/entrevista-com-adam-kaasa/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 17:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Kaasa]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[LSE Cities]]></category>
		<category><![CDATA[MON]]></category>

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		<description><![CDATA[Adam Kaasa faz parte do Urban Age desde 2006 e gerencia todos os aspectos de comunicações e eventos de divulgação de publicações para o LSE Cities. Trabalhou em vários projetos internacionais de desenvolvimento, que vão desde a capacitação para organizações de jovens da Guiana ao trabalho em um pequeno centro de saúde comunitário no México. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Adam Kaasa faz parte do Urban Age desde 2006 e gerencia todos os aspectos de comunicações e eventos de divulgação de publicações para o LSE Cities. Trabalhou em vários projetos internacionais de desenvolvimento, que vão desde a capacitação para organizações de jovens da Guiana ao trabalho em um pequeno centro de saúde comunitário no México. Como pesquisador completou vários projetos e publicações sobre cidades e teoria cultural e urbana. Possui mestrado em Cidades, Espaço e Sociedade pela London School of Economics, é sociólogo pela Universidade de Alberta, no Canadá e associado da Trinity College de Londres, em discurso e dramaturgia. Clique <a href="http://www.projetoblog.com.br/2011/adam-kaasa-e-the-endless-city/" target="_blank">aqui</a> para conferir mais sobre Adam e seu trabalho.<span id="more-5678"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div><strong>01 &#8211; Começamos falando sobre sua carreira. Como foi o início de sua carreira profissional? Por que você escolheu atuar nesta área?</strong></div>
<div>Eu cresci em Edmonton, uma cidade de médio porte no oeste do Canadá, e foi a sorte de ter grandes mentores durante toda a minha educação, que ajudaram a moldar o meu interesse em cidades. Eu acho que as minhas preocupações subjacentes têm sempre sido sobre questões de igualdade social, de transformações neo-liberais na vida cotidiana, e as cidades tornam-se uma lente através da qual essas questões tornam-se visíveis.</div>
<div><strong>02 &#8211; Qual é a sua principal área de especialização?</strong></div>
<div>Eu sou sociólogo por formação, mas mais recentemente estou trabalhando e pesquisando histórias urbanas, e tentando pensar sobre como as ideias sobre arquitetura e urbanismo viajam. E, em seguida, tentando entender a relação entre essas ideias, como por exemplo o estilo internacional, e a política.</div>
<div><strong>03 &#8211; Conte-nos um pouco sobre seu trabalho, como é que funciona a Urban Age?</strong></div>
<div>O Urban Age é um programa de investigação e de conferência co-organizada pela LSE Cities na London School of Economics and Political Science, e Deutsche Bank, Alfred Herrhausen Society. Ela investiga o futuro das cidades de maneira ampla, encurtando os mundos profissional, acadêmico e de política que a transformam socialmente e fisicamente. Desde 2005, mais de dez conferências foram realizadas em regiões de rápida urbanização na África e Ásia, bem como em regiões urbanas maduras nas Américas e na Europa. Como um evento, o Urban Age catalisa a troca de informações, experiências e dados através de uma rede global de cidades. As conferências funcionam como laboratórios móveis, testes e amostragem das características físicas e sociais das cidades globais, através de apresentações de especialistas e depoimentos, pesquisas, visitas ao local, mapeamento e troca de informações informais.</div>
<div><strong>04 &#8211; Como você acredita que seu trabalho, e dos outros membros da Urban Age, influenciou, ou influenciará, na sociedade e na nossa maneira de pensar o uso e o planejamento das cidades?</strong></div>
<div>Além de produzir rigorosa e original pesquisa global comparativa a cada ano, o Urban Age também funciona como um fórum interdisciplinar para discussão. Cidades dependem do pensar e fazer de um número infindável de profissionais e pessoas, de planejadores e arquitetos, aos engenheiros, políticos, acadêmicos e organizações não governamentais. Urban Age trabalha para trazer todas essas pessoas na mesma sala para compartilhar sucessos, conhecimento, troca e fracassos, e trabalhar através das fronteiras profissionais em comum às questões urbanas.</div>
<div><strong>05 &#8211; Em pouco mais de um século, o mundo passou por um crescimento urbano incomum, de uma taxa de 14% da população vivendo em cidades globais no início do século passado, para 53% nos primeiros anos do século 21, de acordo com o livro &#8220;Living the Endless City&#8221;. Estima-se que esse número atingirá 70% até o ano de 2050, vendo que já estão sofrendo com a falta de energia e recursos, você</strong> <strong>acredita que a maneira como vivemos hoje será mantida por muito mais tempo?</strong></div>
<div>A população mundial continuará a crescer, e urbanizar. Isto significa que as cidades vão sentir uma tensão real, mas também serão os locais para soluções futuras. Sabemos que se o mundo inteiro consumisse a uma taxa de cidades dos Estados Unidos da América, nossa escassez de recursos seria ainda maior, e as tensões sociais e políticas que vêm com a escassez, ainda mais graves. E assim, enquanto há muito a ser dito sobre melhorias tecnológicas para infra-estrutura de cidade sustentável, um trabalho sério precisa ser feito para combater a desigualdade nas cidades se quiserem continuar a prosperar.</div>
<div><strong>06 &#8211; Analisando o cenário político mundial e da fase do capitalismo atual (pós-crise econômica 2008), onde temos banqueiros e tecnocratas atuando diretamente sobre os governos, (por exemplo, Itália e Grécia). Como você acha que a busca do desenvolvimento sustentável nas cidades podem ser afetados positiva e negativamente?</strong></div>
<div>A economia das cidades são complexas, e seu desenvolvimento não só está ligado a mudanças de curto prazo em sistemas econômicos e políticos. As cidades estão presentes mesmo antes de impérios ou o Estado-nação. Eu acho que os tipos de questões que estão sendo levantadas pelo movimento Occupy precisam ser pensadas com cuidado no contexto de transformação urbana e espaço público. Mudança nacional também nos lembra de autoridade e, por vezes, da frustrante política dada aos municípios com relação a seus governos nacionais.</div>
<div><strong>07 &#8211; O crescimento sustentável e desenvolvimento para as cidades são metas alcançáveis, ou só podemos pensar em cidades de mitigação?</strong></div>
<div>Dado que as cidades são o local de mais de metade da população do mundo, e que respondem por quase 75% das emissões de CO2 do mundo, pequenas mudanças nas cidades pode ter um grande impacto. No entanto, o paradigma do &#8220;crescimento&#8221; pode ter de ser reconsiderado como pressupostos fundamentais sobre o desenvolvimento da cidade para que possam ser lugares sustentáveis.</div>
<div><strong>08 &#8211; Adam, obrigado por sua atenção. Para terminar a entrevista, gostaria de enviar uma mensagem para os profissionais brasileiros e estudantes de arquitetura e planejamento urbano?</strong></div>
<div>Estou absolutamente encantado por ser capaz de chegar a São Paulo e de conhecer e aprender com tantas pessoas trabalhando e pensando sobre a cidade. Existem hoje muitos pensadores que estão chamando para reorientar a centralidade urbana e pensar longe de cidades como Nova York e Londres, e eu acho que eles estão certos. Deveríamos estar olhando e aprendendo com as cidades a nível mundial, e em seus próprios contextos.</div>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-5690" title="₢Nelson Kon" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/15_p21_Nelson_Kon_ADJUST1.jpg" alt="" width="600" height="609" /></div>
<div><em><strong>01 &#8211; We could start talking about your career. How was the beginning of your professional career</strong><strong>? Why have you chosen act in this area?</strong></em></div>
<div><em>I grew up in Edmonton, a mid-size city in Western Canada, and was lucky to have great mentors throughout my education who helped to shape my interest in cities. I think my underlying concerns have alway been about questions of social equity, of neo-liberal transformations in everyday life, and cities become a lens through which those issues become visible.</em></div>
<p><em><strong>02 &#8211; What is your principal area of expertise?</strong></em></p>
<p><em>I am a sociologist by training, but more recently am working and researching urban histories, and trying to think about how ideas about architecture and urbanism travel. And then, trying to understand the relationship between those ideas, like for example the international style, and politics.</em></p>
<div><em><strong>03 &#8211; Tell us a little about your work, how does Urban Age works?</strong></em></div>
<p><em>The Urban Age is a research and conference programme co-organised by LSE Cities at the London School of Economics and Political Science, and Deutsche Bank&#8217;s Alfred Herrhausen Society. It has a broad focus to investigate the future of cities by bridging the academic, practitioner and policy worlds that transform them socially and physically. Since 2005, over ten conferences have been held in rapidly urbanising regions in Africa and Asia, as well as in mature urban regions in the Americas and Europe. As an event, the Urban Age catalyses the exchange of information, experiences and data across a global network of cities. The conferences operate as mobile laboratories, testing and sampling the social and physical characteristics of global cities through expert presentations and testimonials, research, site visits, mapping and informal information exchange.</em></p>
<div><em><strong>04 &#8211; How do you believe that your work, and of the other Urban Age members, has had, or will have, in</strong> <strong>society and the way we think, use and plan cities?</strong></em></div>
<p><em>Apart from producing rigorous and original global comparative research every year, the Urban Age also works as an interdisciplinary forum for discussion. Cities depend on the thinking and doing of an endless number of professionals and people, from planners and architects, to engineers, politicians, academics and NGOs. Urban Age works to bring all these people in the same room to share knowledge, exchange successes and failures, and work across the professional boundaries on common urban issues.</em></p>
<div><em><strong>05 &#8211; In little more than a century, the world has passed trough an unusual urban grow, </strong><strong>from a rate of 14% of global population living in cities at the </strong><strong>beginning of the last century, to 53% in the 21st century early years,</strong> <strong>according to the book &#8220;Living in the Endless City&#8221;. Is estimated that </strong><strong>this number will reach 70% until the year of 2050, seeing that we are</strong> <strong>already suffering from the lack of energy and resources, do you</strong> <strong>believe  that the way we live today will be sustained for much</strong> <strong>longer?</strong></em></div>
<p><em>The world&#8217;s population will continue to grow, and urbanise. This means that cities will feel a real strain, but will also be the sites for future solutions. We know that if the whole world consumed at the rate of cities in the United States of America, our resource scarcity would be even greater, and the social and political tensions that come with that scarcity, even more severe. And so while there is much to be said about technological improvements to sustainable city infrastructure, serious work needs to be done to tackle inequality in cities if they are to continue to thrive.</em></p>
<div><em><strong>06 &#8211; Analyzing  the world political scenario and the capitalism</strong> <strong>actual phase (post 2008 economical crisis), where we have bankers and</strong> <strong>tecnocrates acting directly on the governments, (e.g. Italy and</strong> <strong>Greece). How do you think that the quest for sustainable development</strong> <strong>on cities can be affected positively and negatively?</strong></em></div>
<p><em>The economics of cities are complex, and their development not only tied to short term changes in economic and political systems. Cities have been around longer than empires or the nation-state. I think the kinds of questions being raised by the Occupy movement around the world need to be thought through carefully in the context of urban transformation and public space. National change also reminds us of the sometimes frustrating political authority given to municipalities with respect to their national governments.</em></p>
<div><em><strong>07 &#8211; Sustainable growing and development for cities are achievable goals, or we can </strong><strong>only think on mitigating cities?</strong></em></div>
<p><em>Given that cities are the site of more than half the world&#8217;s population, and that they account for nearly 75% of the world&#8217;s CO2 emissions, small changes in cities can have a big impact. However, &#8216;growth&#8217; paradigms may need to be reconsidered as fundamental assumptions about city development if they are to be sustainable places.</em></p>
<div><em><strong>08 &#8211; Adam, thanks for your attention. To end the interview, </strong><strong>would you like to send a message to the Brazilian professionals and</strong> <strong>students of architecture and urban planning  - projetoBLOG major</strong> <strong>public ?</strong></em></div>
<p><em>I&#8217;m absolutely thrilled to be able to come to Sao Paulo and to meet and learn from so many people working and thinking about the city. There are many thinkers today who are calling to reorient the centrality of urban thinking away from cities like New York and London, and I think they&#8217;re right. We should be looking at and learning from cities globally, and in their own contexts.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Adam dará palestra no auditório do Museu Oscar Niemeyer, na e-feira, dia 29 deste mês, em Curitiba, às 19 horas. O evento é realizado por Consuelo Cornelsen, em parceria com projetoBLOG e o Museu Oscar Niemeyer.</strong> Para mais informações acesse o <a href="http://www.paulogastonflores.moonfruit.com/" target="_blank">site</a> do arquiteto.</p>
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		<title>Entrevista com Gastón Flores</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 17:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Gastón Flores]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo Gastón Flores (de quem já falamos um pouco aqui) é arquiteto formado pela Universidade de Buenos Aires em 1996, vencedor de vários concursos e possui vasta experiência em obras públicas e privadas, habitação social, intervenções urbanas e revitalizações de edifícios históricos. As vésperas de sua vinda ao Brasil, onde irá palestrar no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Gastón Flores (de quem já falamos um pouco <a href="http://www.projetoblog.com.br/2011/paulo-gaston-flores/">aqui</a>) é arquiteto formado pela Universidade de Buenos Aires em 1996, vencedor de vários concursos e possui vasta experiência em obras públicas e privadas, habitação social, intervenções urbanas e revitalizações de edifícios históricos. As vésperas de sua vinda ao Brasil, onde irá palestrar no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba &#8211; PR, o <strong>projetoBLOG</strong> aproveitou para entrevista-lo para que o público o conheça um pouco mais.<br />
<span id="more-5563"></span><br />
<strong>01 –  Como iniciou sua carreira em arquitetura? Por que escolheu atuar na área?</strong></p>
<p>Quando comecei a faculdade – que tinha um ano de curso de acesso e nivelação -, estava mais voltado para o desenho industrial, mas um professor de desenho, Gustavo Fosco, que depois emigrou para a França e se tornou o desenhista do Renault Laguna, me disse que a arquitetura era um disciplina com uma formação mais integral. Essa espécie de espírito renascentista e generalista em que se absorve cultura e se investigam coisas, acabou me levando para a arquitetura.</p>
<p><strong>02 – Qual é sua principal área de atuação como arquiteto?</strong></p>
<p>A arquitetura pública e coletiva.</p>
<p><strong>03 – O que é essencial em seu trabalho?</strong></p>
<p>O método. Embora não seja um fluxograma, dado que os procedimentos são por vezes tão aleatórios, sempre há parâmetros de funcionalidade, linguagem e implantação que são verificados cedo ou tarde. Particularmente dou muita importância a implantação, ou seja, às relações dos edifícios com os lugares.</p>
<p><strong>04 – Qual de seus trabalhos considera o mais importante?</strong></p>
<p>O mercado de pescados deu satisfações fora do esperado. Era uma incognita o funcionamento, por ser uma instituição nova, com um programa novo. A implementação da instituição,  sua recenté inauguração e posterior uso, tem recebido grande aceitação do público.</p>
<p>Outras obras derão satisfações pessoais: foi tocante ver os usuários das habitações sociais agradecerem a equipe técnica e chorarem por poder ter sua casa própria.</p>
<p><strong>05 – Para você, o que é arquitetura, e o que define uma boa arquitetura?</strong></p>
<p>A definicão encontrada nos dicionário é bastante boa e simples: a arquitetura é a arte e a técnica de projetar e desenhar edificios, estruturas e espaços.</p>
<p>Sempre me pareceram um pouco parciais e pretenciosas as definições dos grandes Mestres, tais como “o jogo de volumes sob a luz do sol”, como no caso de Le Corbusier.</p>
<p>Se pudesse ampliar a definição do dicionário, iria enfatizar a modelagem do vazio. Desde a adaptação da caverna até as construções com peças (tipo ninho), sempre se tratou de definir ou delimitar áreas do hábitat humano. Creio que trabalhamos como modeladores de espaços.</p>
<p>Se tivesse de amplia-lá mais, me referiria aos fatores econômicos.  Poucas vezes falamos destes, mas definitivamente os espaços que produzimos acabam sendo afetados pelas quantias destinadas as obras e pelo fluxo de dinheiro. Particularmente em países em desenvolvimento como os nossos, isto é um motivo de preocupação constante.</p>
<p>Portanto creio que uma boa arquitetura deveria fazer uso dos recursos econômicos da maneira mais inteligente possível.</p>
<p><strong>06 – Como é o panorama da arquitetura e a importância do profissional arquiteto, historicamente , em seu país?</strong></p>
<p>Na Argentina todos acreditar saber de tudo um pouco. Salvo exceções, não há muito respeito profissional. Creio que isso se passe com todas as profissões. O cliente, em geral, tende a desconfiar bastante do profissional arquiteto.</p>
<p>As classes altas são mais incultas do que crêem, e as pessoas cultas se encontram mais entre os outros profissionais, que muitas vezes não tem dinheiro suficiente para realizar investimentos privados. As classes mais altas, na Argentina, não tem um cultura arquitetônica aceitável.</p>
<p>Contudo, respeito as obras e posso asegurar que há um nivel razoavel de arquitetura em Buenos Aires e outras ciudades do país. Nossas ciudades sao razoavelmente boas. Talvez também haja poucos casos de arquitetura paradigmática, ao contrario do Brasil.</p>
<p>Em ambos os países(Argentina e Brasil) existe uma espécie de culto pela precariedade e por fazer coisas &#8220;não da melhor maneira possível&#8221;, dizendo ainda que se faz de maneira prudente (sobretudo nas politicas de infra estrutura do estado).</p>
<p><strong>07 &#8211; E hoje em dia, você crê que isto mudou?</strong></p>
<p>Está começando a mudar. Desde os anos noventa, os arquitetos se dedicam a fazer arquitetura e não dirigir táxis. Há aparecido varias publicações de arquitetura, a arquitetura hoje é noticia. Existem hoje suplementos semanas que agora são comprados, não por apenas arquitetos e estudantes, mas sim pelo publico em geral.</p>
<p>O panorama é mais incentivador. Começa a haver um respeito um pouco maior pelo arquiteto. Em uma recente nota do reitor da Universidade de Rio Negro (província argentina cuja capital é Bariloche) ao Ministro de Planejamento Federal, solicitando fundos para a realização do projeto do Museu para a cidade de Bariloche – recentemente afetada pelo vulcão – nossos nomes como projetistas foram destacados com um parágrafo próprio. Isso não é comum, dado que sempre se tratou de ocultar nos meios políticos e comerciais o trabalho intelectual.</p>
<div id="attachment_5611" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Entrevista-Gastón-Flores-1.jpg"><img class="size-full wp-image-5611" title="Entrevista Gastón Flores (1)" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Entrevista-Gastón-Flores-1.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">fonte: Ivan bacaioca</p></div>
<p><strong>08 – Qual a importância da reflexão histórica e teórica para arquitetura? Você considera que isto acontece em seu trabalho?</strong></p>
<p>É muito importante, em meu trabalho acontece parcialmente, depende do trabalho. É preciso saber dar o tempo necessário a cada coisa. No caso das cooperativas de habitações sociais tive que sair a busca de terrnos, verificar o código de construções de cada área, fazer o anteprojeto básico, pedir crédito, comprar o terreno por meio do banco e apresentar os planos para aprovação municipal (4 conjuntos em 4 meses). Obviamente não houve tempo suficiente para reflexões teóricas, neste caso a urgência se transformou em inimigo da reflexão teórica.</p>
<p>Em meus primeiros anos (já desde a escola secundária) estudava muita história. Na escola secundária já conhecia e podia desenhar todas as catedrais góticas da França. Dei aulas na Universidade de história antiga e medieval.</p>
<p>Também conheci todos e cada um dos projetos de (Norman) Foster até 1995, mas de repente freei a incorporação de dados teóricos e decidi buscar experiência de trabalho em estudos de arquitetura “na rua”, como se diz na Argentina.</p>
<p>A incorporação de dados para o desenvolvimento do exercício profissional pode vir de múltiplas fontes e ser processado de maneira diferente para cada ocasião. Temos que avaliá-los e processá-los sempre para não cair no ridículo de uma argumentação teórica com bases pouco sólidas, sobretudo em coisas que não necessitam.</p>
<p>Um professor costumava dizer: as esquinas não dialogam, não seja estúpido, só “estão”. Os arquitetos geralmente se prendem a teorias pouco condizentes.</p>
<p><strong>09 – Em Curitiba – PR, cidade aonde será sediada sua palestra final de novembro, temos um histórico de políticas urbanas de renovação de áreas estratégicas da cidade, seu trabalho no Mercado de Peixes em Buenos Aires e com o CPAU também demonstram essa vocação. Como você acredita que retrofit / renovações arquitetônicas, alteram o ambiente urbano?</strong></p>
<p>A arquitetura sempre modifica o ambiente urbano, para melhor ou pior.</p>
<p>No caso do Mercado de Pescado, se embaso na política de recuperar um série de edifícios industriais do governo municipal de Buenos Aires.Em 2001, em plena crise político-economica da Argentina, fez-se a chamada do concurso para adéqua-lo (o mercado) para um programa desconhecido e novo: Um centro metropolitano de desenho.</p>
<p>Com o desenrolar da obra, logo se foram fixando as calçadas e praças nas cercanias. Foi o primeiro edifício publico em décadas a “plantar-se” no sul da cidade. Claramente serviu para demonstrar o papel de gerador de espaços públicos do Estado.</p>
<p>Atualmente há uma redescoberta da região sul da cidade. Desde então se criou um parque tecnológico no bairro de Parque Patricios, aonde hoje Norman Foster está construindo a sede do Banco da Cidade de Buenos Aires. Logo também se declarou a área do Mercado de Pescado como um distrito de desenho.</p>
<p>No caso do CPAU é diferente. Foi uma oportunidade de compra de um edifício muito barato. É muito difícil conseguir lotes vazios no núcleo central da cidade, ao contrario de outras cidades, Buenos Aires mantem a área central e histórica muito ativa, com o centro econômico e político do pais distribuídos em apenas 50km². O conselho profissional de arquitetura e urbanismo lançou o concurso nacional de anteprojetos com um orçamento muito limitado para intervir no edifício existente. O mesmo tinha uma fachada elegante e se decidiu fazer uma intervenção exclusivamente no interior. A prioridade da instituição foi estar perto do poder político.</p>
<p><strong>10 &#8211; O que acha da arquitetura brasileira?</strong></p>
<p>Tenho uma visão muita fragmentada das obras e conheço pessoalmente apenas São Paulo. Me dá a impressão que nas últimas décadas está sendo retomada esta espécie de grandiosidade e de simplicidade expressada por vários escritórios de arquitetura e sempre presente em Mestres como Niemeyer e Mendes da Rocha. Por outro lado me parece que há um avanço demasiadamente grande dos negócios imobiliários com arquitetos que trabalham dentro destas empresas imobiliárias que não fazem arquitetura. Isso é muito obvio em São Paulo.</p>
<p><strong>11 &#8211; Agradeço sua atenção, para finalizar a entrevista, gostaria de enviar alguma mensagem aos profissionais e estudantes de arquitetura e urbanismo &#8211; principal público do projetoBLOG?</strong></p>
<p>Desde já agradeço muito o convite ao Museu Oscar Niemeyer, será uma honra estar ai.</p>
<p>Como mensagem diria que o futuro é promissor. Faz mais de uma década que nossos governantes se deram conta do potencial de nossos países, aonde tudo esta por ser feito. Nota-se que somando Argentina, Brasil e Chile (ABC), podemos dizer que temos a área mineira/agrícola mais importante do mundo. A isso há que se somar os novos desenvolvimentos industriais no Brasil e a incipiente e rápida industrialização da Argentina.</p>
<p>Acredito também que a anglo e franco &#8211; filia, particularmente na Argentina, aonde tudo que vem da Europa é melhor, inclusive a seriedade da informação, está sendo substituída por uma constante colocação em dúvida das fontes de produção desta informação e sua intenção em todos os âmbitos, políticos, econômicos e culturais. Sempre me pareceu suspeito ver a produção inflada da Espanha, mostrada na “Croquis”, aonde se mostravam desde gigantescos museus com forma de dobras geológicas até brinquedotecas de 2.000 m². Um desperdício total de recursos do Estado.</p>
<p>Abaixo a entrevista no idioma original:</p>
<p><em><strong>01 &#8211; ¿Como empezó su carrera en la arquitectura? ¿Por qué eligió actuar en el área?</strong></em></p>
<p><em>Cuando empecé la facultad -que tenía un año curso de ingreso y nivelación-, estaba más cercano al diseño industrial. Pero un profesor de dibujo, Gustavo Fosco –que después emigró a Francia y se convirtió en el diseñador del Laguna en Renault-, me dijo que la arquitectura era una disciplina con una formación más integral. Esa especie de espíritu renacentista y generalista en el que se absorbe cultura y se investigan cosas, me inclinó más hacia la arquitectura.</em></p>
<p><em>En realidad podría haber sido biólogo o astrónomo. Creo que me gustan las ciencias que un poco más que las artes.  La arquitectura es una de las únicas en las que se da un equilibrio inestable entre ambas.</em></p>
<p><em><strong>02 &#8211; ¿Cuál es su principal área de experiencia como arquitecto?</strong></em></p>
<p><em>Lo público y colectivo.</em></p>
<p><em><strong>03 &#8211; Sobre tu carrera, que es lo que sientes que es esencial en cada uno de tus proyectos?</strong></em></p>
<p><em>El método. Si bien no es un diagrama de flujo, dado que los procedimientos aparecen de manera a veces aleatoria, siempre hay unos parámetros  de funcionalidad, lenguaje e implantación que son chequeados tarde o temprano. Particularmente le doy mucha importancia a la implantación, o sea, a las relaciones de los edificios con el lugar.</em></p>
<p><em><strong>04 &#8211; ¿Cuál de sus obras considera el más importante?</strong></em></p>
<p><em>El Mercado de Pescado. Ha dado satisfacciones fuera de lo esperado. Era una incógnita el funcionamiento, porque era una institución nueva,  con un programa nuevo. La puesta en marcha de la Institución y la reciente inauguración y posterior uso han recibido una gran aceptación de la gente.</em></p>
<p><em>Otras han dado satisfacciones personales: fue conmovedor ver a los usuarios de las viviendas sociales agradecer a su equipo técnico y llorar por poder habido acceder a una vivienda propia.</em></p>
<p><em><strong>05 &#8211; Para usted, ¿qué es la arquitectura, y que define a una buena arquitectura?</strong></em></p>
<p><em>La definición del diccionario es bastante buena y simple: La arquitectura es el <a title="Arte" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Arte">arte</a> y la <a title="Técnica" href="http://es.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnica">técnica</a> de <a title="Proyecto" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Proyecto">proyectar</a>  y diseñar <a title="Edificio" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Edificio">edificios</a>, <a title="Estructura" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Estructura">estructuras</a> y <a title="Espacio arquitectónico" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Espacio_arquitect%C3%B3nico">espacios</a>.</em></p>
<p><em>Siempre me parecieron un poco parciales y pretenciosas las definiciones de los maestros, tales como “el sabio juego de los volúmenes bajo la luz del sol”, según la traducción que se tome, como en el caso de Le Corbusier.</em></p>
<p><em>Si  tuviera que ampliar la definición del diccionario, haría incapié en el modelado del vacío. Desde la adaptación de la cueva hasta las construcciones con piezas (tipo nido) siempre se trata de definir o delimitar áreas de hábitat humano.  Creo que trabajamos como modeladores de espacios.</em></p>
<p><em>Si tuviera que ampliarla más, me referiría a los factores económicos. Pocas veces hablamos de ello, pero definitivamente esos espacios que producimos terminan siendo afectados por los montos destinados a las  obras y por el flujo de dinero. Particularmente en países en desarrollo como los nuestros esto es un motivo preocupación constante.</em></p>
<p><em>Por lo tanto creo que una buena arquitectura debería hacer uso de los recursos económicos de la manera más inteligente posible.</em></p>
<p><em><strong>06 &#8211; Como es el panorama de la arquitectura y la importancia del  arquitecto, históricamente, en tu país?</strong></em></p>
<p><em>En Argentina todos creen saber un poco de todo. Salvo excepciones,  no ha habido mucho respeto profesional.  Creo que ha pasado con todas las profesiones. El cliente, en general, tiende a desconfiar bastante del  profesional  arquitecto.</em></p>
<p><em>Las clases altas son más incultas de lo que creen y la gente culta se encuentra más entre otros profesionales, que muchas veces no tienen suficiente dinero para realizar encargos privados.  Las clases de altas de Argentina no tienen una cultura arquitectónica aceptable.</em></p>
<p><em>Sin embargo, respecto a las obras, te puedo asegurar que hay un nivel promedio de arquitectura en Buenos Aires y otras ciudades del país bastante bueno. Nuestras ciudades son razonablemente buenas. Quizás también haya pocos casos de arquitectura paradigmática, a diferencia de Brasil.</em></p>
<p><em>En ambos países (Arqgentina y Brasil) hay un extraño culto por la precariedad y por realizar “no del todo bien las cosas”, diciéndolo, de manera prudente (sobre todo en las políticas de infraestructura del Estado).</em></p>
<p><em><strong>07 &#8211; Y hoy en día, usted cree que esto ha cambiado?</strong></em></p>
<p><em>Está empezando a cambiar.  Desde los años noventa, los arquitectos se dedican a hacer arquitectura y no a manejar taxis.</em></p>
<p><em>También han aparecido varias publicaciones de arquitectura. La arquitectura hoy es noticia.  Es más, hay suplementos semanales que ahora compran no solo los arquitectos y estudiantes, sino el público en general .</em></p>
<p><em>El panorama es más  alentador.  Comienza a haber un respeto un poco mayor por el arquitecto.</em></p>
<p><em>En una reciente nota del rector de la Universidad de Rio Negro al Ministro de Planificación Federal solicitando fondos para la realización del proyecto que se presentará en el Museu para la Ciudad de Bariloche, -recientemente afectada por el volcán-, nuestros nombres como proyectistas han sido destacados con un párrafo propio. Eso no es común, dado que siempre se ha tratado de ocultar en los ámbitos políticos y comerciales el trabajo intelectual.</em></p>
<p><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Entrevista-Gastón-Flores-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5612" title="Entrevista Gastón Flores (2)" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Entrevista-Gastón-Flores-2.jpg" alt="" width="600" height="423" /></a></p>
<p><em><strong>08 &#8211; ¿Qué tan importante es la reflexión histórica y teórica de la arquitectura? En su trabajo, usted cree que esto sucede?</strong></em></p>
<p><em>Es muy importante.  En mi trabajo sucede parcialmente. Depende del encargo.  Uno debe saber darle el tiempo necesario a cada cosa.  En el caso de las cooperativas de viviendas sociales hubo que salir a buscar terrenos, verificar el código de edificación de cada área, hacer un anteproyecto básico, pedir un crédito, comprar el terreno por medio del banco y presentar los planos para aprobación municipal (de 4 conjuntos de viviendas en 4 meses). Obviamente no hubo demasiado tiempo para reflexiones teóricas. En este caso lo urgente se transformó  enemigo de la reflexión teórica…</em></p>
<p><em>En mis primeros años (ya desde la escuela secundaria) estudiaba mucho historia. En la escuela secundaria ya conocía y podía dibujar todas la catedrales góticas de Francia. Di clases en la Universidad de historia antigua y medieval.</em></p>
<p><em>También conocí todos y cada uno de los proyectos de Foster hasta 1995, pero, de repente frené la incorporación de datos teóricos y decidí buscar experiencia de trabajo en estudios de arquitectura, “en la calle”, como se dice en Argentina.</em></p>
<p><em>La incorporación de datos para el desarrollo del ejercicio profesional puede venir de múltiples fuentes y ser procesado de manera diferente para cada ocasión. Hay que evaluarlos  y procesarlos siempre para no caer en lo ridículo de una argumentación teórica con bases poco sólidas, sobre todo en cosas que no lo necesitan.</em></p>
<p><em>Un docente solía decir: las esquinas no dialogan, no seas estúpido, solo “están”. Los arquitectos solemos enroscarnos en teorías poco conducentes.</em></p>
<p><em><strong>09 &#8211; En Curitiba, la ciudad donde se va a su charla celebrada a finales de noviembre, tiene una historia de las políticas de renovación urbana de áreas estratégicas de la ciudad. Su trabajo en el</strong></em><br />
<em> <strong> mercado de pescado en Buenos Aires e con la CPAU, también muestran esa  vocación. ¿Cómo crees la renovación de la arquitectura cambia el medio ambiente urbano?</strong></em></p>
<p><em>Siempre la arquitectura modifica el entorno urbano.  Para mejor o para peor.</em></p>
<p><em>El caso del Mercado de Pescado se basó en la decisión política de recuperar de una serie de edificios industriales en posesión del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires.</em></p>
<p><em>En el año 2001, en plena crisis político-económica de Argentina se llama a concurso para adecuarlo a un programa desconocido y nuevo: Un centro metropolitano de diseño.</em></p>
<p><em>Con el desarrollo de la obra, pronto se fueron arreglando las veredas y las plazas cercanas. Fue el primer edificio público en décadas en “plantarse” en el sur de la Ciudad. Claramente sirvió para posicionar al Estado en su rol de generador de espacio público.</em></p>
<p><em>Actualmente hay un redescubrimiento del sur de la Ciudad. Ya se ha creado un polo tecnológico en el barrio de Parque Patricios, donde hoy Norman Foster está construyendo la sede del  Banco Ciudad de Buenos Aires.  Pronto también se declarará el área del  Mercado de Pescado como un distrito de Diseño.</em></p>
<p><em>El caso del CPAU es diferente. Fue una oportunidad de compra de un edificio muy barato. Es muy difícil conseguir lotes vacíos en el micro-centro de la Ciudad. Contrariamente a otras ciudades, Buenos Aires mantiene el área central e histórica muy activa, con el centro económico y político del país en no más de 50 km2.  El Consejo Profesional de Arquitectura y Urbanismo llamó a concurso nacional de anteproyectos con un presupuesto muy limitado para intervenir el edificio existente. El mismo tenía una fachada elegante y se decidió hacer una intervención exclusivamente interior. La prioridad de la Institución fue estar cerca del poder político.</em></p>
<p><em><strong>10 &#8211; ¿Qué piensa usted de la arquitectura brasileña?</strong></em></p>
<p><em>Tengo  una visión muy fragmentada de las obras y conozco  personalmente  solo  San Pablo.</em></p>
<p><em>Me da la impresión que en las últimas décadas ha recobrado esa especie de grandiosidad y de simpleza expresada en varios despachos de arquitectura y siempre presente en maestros como Niemeyer  y Mendes de Rocha. Por otro lado me parece que hay un avance demasiado grande de los desarrollos inmobiliarios con arquitectos que trabajan dentro de esas empresas inmobiliarias que no hacen arquitectura.  Eso es muy obvio en San Pablo.</em></p>
<p><em><strong>11 &#8211; Gracias por su atención, para poner fin a la entrevista, desea enviar algún mensaje a los profesionales y estudiantes de arquitectura y urbanismo, público principal del &#8220;projetoBLOG&#8221;?</strong></em></p>
<p><em>Desde ya agradezco mucho su invitación al Museu Oscar Niemayer.  Será un honor estar ahí.</em></p>
<p><em>Como mensaje diría que el futuro es prometedor.  Hace ya más de una década que nuestros gobernantes se dieron cuenta del potencial de nuestros países, en lo que todo está por hacerse. Fíjate que sumando Argentina, Brasil y Chile (ABC), podemos decir que tenemos  el  área minera/agrícola más importante del mundo.  A eso hay que sumarle los nuevos desarrollos industriales en Brasil y la incipiente y rápida industrialización de Argentina.</em></p>
<p><em>Creo también que la anglo y franco-filia, -particularmente en la Argentina-, en la que todo lo que viene de Europa es mejor, inclusive la seriedad de la información, está siendo reemplazada por una constante puesta en duda de las fuentes de producción de esa  información y de su intencionalidad en todos los ámbitos, políticos, económicos y culturales.  Siempre me pareció sospechoso ver la producción inflada de España, reflejada en la “Croquis”, en la que se mostraban desde museos gigantescos con forma de pliegues geológicos hasta  ludotecas de 2000 m2.  Un despilfarro total de recursos del  Estado.</em></p>
<p><em>Debemos dar importancia a lo urgente -en nuestros países hay mucho-, sin dejar de lado la reflexión teórica. Pero en determinadas ocasiones no nos debemos dar banquetes de placer intelectual mientras tanta gente vive hacinada. Todo es una cuestión de calibración entre lo urgente y lo necesario.</em></p>
<p><strong>O arquiteto dará palestra no auditório do Museu Oscar Niemeyer, na quarta-feira, dia 30 deste mês, em Curitiba, às 19 horas. O evento é realizado por Consuelo Cornelsen, em parceria com projetoBLOG e o Museu Oscar Niemeyer.</strong></p>
<p>Para mais informações acesse o<a href="http://www.floresbarreiro.com/"> site</a> do arquiteto.</p>
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		<title>Entrevista com About:Blank Architecture</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 11:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Zem Schneider</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Cuiabá]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Normalmente, o que se mostra na internet em relação à produção nacional de arquitetura tem origem nas duas maiores cidades do país, Rio de Janeiro e São Paulo, as mesmas que dividiram a arquitetura moderna brasileira entre a  escola Paulista e escola Carioca. Porém, a arquitetura brasileira que acontece fora desse eixo também merece destaque. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-4994" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/PHOTOEÌrika-Santiago-+-AndreÌ-Lira-Directors-600x438.jpg" alt="Érika Santiago e André Lira" width="600" height="438" /></p>
<p>Normalmente, o que se mostra na internet em relação à produção nacional de arquitetura tem origem nas duas maiores cidades do país, Rio de Janeiro e São Paulo, as mesmas que dividiram a arquitetura moderna brasileira entre a  escola Paulista e escola Carioca. Porém, a arquitetura brasileira que acontece fora desse eixo também merece destaque. Com esse foco, o <strong>ProjetoBLOG</strong> publicará entrevistas com alguns escritórios com uma produção interessante fora das duas cidades, que, diga-se de passagem, também possuem uma produção interessante. Para tanto, convidamos para uma entrevista exclusiva, o escritório About:Blank Architecture, de Cuiabá, fundado por André Lira e Érika Santiago.</p>
<p><span id="more-4993"></span></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/FRONT-FACÌ§ADE-MQ.jpg"><img class="size-full wp-image-5001 aligncenter" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/FRONT-FACÌ§ADE-MQ.jpg" alt="Fachada Principal - Stelmat" width="452" height="658" /></a></p>
<p><strong>01 &#8211; Para começar, seria interessante uma apresentação do escritório. Quem são os arquitetos fundadores, onde e quando se formaram, gostos, inspirações, etc&#8230;</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5015" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Capturar.jpg" alt="" width="189" height="72" /></p>
<p><strong></strong>André Lira: Antes de mais deixe-me agradecer o vosso convite para esta entrevista. Achamos muito interessante a vossa plataforma de comunicação e desejamos que perdure com esse conceito que expõem e fiel aos objetivos a que se propõem.</p>
<p>O ABA é um escritório jovem, dinâmico e acima de tudo multicultural, criado por dois arquitetos de diferentes nacionalidades, contextos e influências. Foi formado em 2006 por mim e pela Érika. Eu sou do Porto em Portugal, com uma formação da Escola de Arquitetura do Porto, onde as grandes influências são os grandes mestres Fernando Távora, Álvaro Siza e Eduardo Souto Moura. Essa creio que é a minha base, de formação, que vai sendo naturalmente moldada pelas experiências que se adquirem. Quando trabalhei enquanto estagiário na Itália, a minha perspetiva sobre a arquitetura foi sendo alterada. Novos horizontes, modos de projetar, teorias e práticas da arquitetura às quais você acaba sendo exposto e vai aceitando ou rejeitando. Isso sucedeu com alguma frequência, quando trabalhei em Londres… a parte da rejeição. Podíamos ficar horas a falar de influências, desde os grandes mestres Mies van der Rohe, Le Corbusier, Adolf Loos, Alvar Aalto, Niemeyer, Mendes da Rocha, Vilanova Artigas, Barrágan, Archigram, até aos contemporâneos, Rem Koolhaas, David Chipperfield, MVRDV, entre outros… Cada um influencia-me de um modo específico e numa área concreta.</p>
<p>A Érika é de um contexto diferente do meu. É de Cuiabá, formada cá em 2004. Evidentemente que as influências também convergem e o percurso profissional que teve na Europa permitiu a criação de uma sólida plataforma de entendimento que é a base do escritório.</p>
<p>As diferenças tornam o escritório mais rico, mais plural e dinâmico. Do trabalho de equipe e do entendimento proveniente de horas de debate, surgem as nossas ideias, os nossos conceitos, os nossos projetos.</p>
<p>O nosso processo é evolutivo, procura acompanhar a sociedade para a qual projetamos e como tal vai sofrendo mutações.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/h.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5006" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/h-600x397.jpg" alt="" width="600" height="397" /></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/PLANTA.jpg"><img class="aligncenter" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/PLANTA-600x397.jpg" alt="" width="540" height="357" /></a><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/ESQUEMAUNHAB.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5007" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/ESQUEMAUNHAB-600x397.jpg" alt="" width="480" height="318" /></a></p>
<p><strong>02 &#8211; Por que About Blank? Como é o escritório? Quer dizer, espaço físico, localização, fundação, quantos arquitetos, estagiários, engenheiros ou designers (se houverem) trabalham?</strong></p>
<p><strong></strong>André: Em relação ao nome do escritório pretendíamos que tivesse algo relacionado com o dilema e desafio do arquiteto que é a folha em branco, o princípio de tudo. Quase de imediato surgiu na memória o intrigante &#8220;about:blank&#8221; da internet. Fazia sentido na desconstrução do About e do Blank ( termo comumente usado na referência ao papel em branco – <em>blank sheet of paper</em>). Fizemos uma pesquisa para saber o que significava o  about:blank da internet até que encontramos uma resposta que nos deu a certeza em relação ao que pretendiamos. Dizia algures num site de computação. <em>About:Blank is not a problem. It’s a problem solver!</em></p>
<p><em></em>O escritório principal é em Cuiabá, um projeto nosso de reforma, e a equipe é composta por 3 arquitetos , 4 estagiários de arquitetura, um visualizador 3d e uma designer gráfica.</p>
<p>Em relação a Portugal e Reino Unido, transformamos as nossas representações nesses países em parcerias com escritórios locais,  para trabalhos que surgem nessas localizações, o que nos garante uma grande flexibilidade e capacidade de resposta a requisições ultimamente instáveis dada a conjuntura atual da Europa.</p>
<p><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/EXT04.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5013" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/EXT04-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/INT012.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5014" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/INT012-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><strong>03 &#8211; O escritório se especializou em alguma área de atuação?</strong></p>
<p><strong></strong>André: A nossa especialização É a arquitetura. Não nos dedicamos a apenas uma área de atuação porque sinceramente arruinaria grande parte do encanto da profissão. O aliciante para nós é termos desafios diferentes, pesquisarmos e trabalharmos até apresentarmos um projeto que esteja de acordo com os nossos princípios, com um conceito fortíssimo em  qualquer que seja a área de atuação. Já apresentamos  um estábulo e um hangar para jatos privados a um cliente no mesmo projeto.  Se o apresentamos é porque consideramos  que o fizemos bem.<strong> </strong></p>
<p><strong></strong><strong>04 &#8211; Como funciona o processo de criação? Há uma separação entre o processo criativo e execução?</strong></p>
<p><strong></strong>André: O processo de criação é o nosso método de trabalho. Implica pesquisa, debate, desenho, maquetes físicas, virtuais. Nada de muito inovador, mas claramente definido e obrigatório em cada projeto. É assim que se fundamentam os conceitos, se provoca debate, se questiona, se conseguem ter algumas certezas sobre o rumo a tomar.</p>
<p>Não há separação entre processos porque para nós o projeto é um todo, desde o conceito até ao projeto de execução.  Aliás, é dessa continuidade que surge o resultado profissional e cuidado que propomos alcançar em cada obra.</p>
<p><strong>05 &#8211; Segundo o Site da </strong><strong>About:Blank</strong><strong>, o escritório possui muita produção externa ao país como Itália, Portugal e Inglaterra . Como o escritório conseguiu se projetar ao exterior dessa maneira? Quais são as principais diferenças e semelhanças do mercado internacional e como isso influi no ato projetual?</strong></p>
<p><strong></strong>André: O escritório não se projetou de cá para lá, mas sim ao contrário. Em virtude das nossas carreiras começou em Londres com pequenos trabalhos, e mudou-se para o Brasil. Creio que essa é a leitura mais correta do nosso percurso. Itália e Portugal surgem no nosso caminho igualmente como resultado do nosso percurso profissional  e também de parcerias pontuais que vamos estabelecendo.  As diferenças entre os mercados são grandes. Projetar para um Inglês é muito diferente de projetar para um Brasileiro, para um Italiano ou um Português. Têm expectativas e requisitos distintos, estilos de vida diferentes, a cultura é outra e isso torna o desafio ainda maior e mais estimulante. É muito enriquecedor poder trabalhar nestes mundos através da Arquitetura.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-5003" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/IMAGEM-1-600x398.jpg" alt="" width="600" height="398" /><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/IMAGEM-3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5004" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/IMAGEM-3-600x398.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p><strong>06 &#8211; Algum projeto em particular possui uma característica que marcou vocês? Alguma história, fato de execução, problema, qualquer aspecto que seja peculiar em determinado projeto.</strong></p>
<p><strong></strong>André: Eu acho que todos os projetos nos marcam de um modo muito específico , assim como  fato de o processo de projetar ser longo e ponderado, nos leva a deixar a nossa marca em tudo. E depois, problema e arquitetura andam sempre de mãos dadas, não é verdade? Não me lembro de um projeto sem problemas, mas o estímulo é conseguir resolvê-los eficazmente.</p>
<p><strong>07 </strong><strong>- </strong><strong>Em relação ao destaque no cenário nacional, o projeto que mais se destacou foi a sede da Stelmat na cidade de Cuiabá. Vemos uma ampla discussão teórica com relação ao conceito da edificação, que não se vê na maioria dos escritórios de arquitetura do país, sentimos falta de conteúdo na maioria dos projetos. Como o ABA analisa a arquitetura em produção no país, na cidade de Cuiabá e qual a relação com os projetos do escritório?</strong></p>
<p><strong></strong>André: É difícil generalizar e dizer se a produção arquitetônica é boa ou má. Rem Koolhaas  dizia recentemente numa entrevista que “90% da arquitetura que se produz no mundo é lixo”, pela falta de conteúdo, conceito e até resultado. A ser verdade, nós lutamos para estar nos restantes 10%.</p>
<p>No Brasil, há da melhor e da pior arquitetura que se faz no mundo. Há bases fantásticas que vêm de trás, e uma evolução obrigatória que se vai fazendo de um modo sólido, porque a sociedade é outra, os problemas são outros, assim como também os desafios. Qual é o país que se pode dar ao luxo de ter uma cidade como Brasília? Mestres como Vilanova Artigas, Mendes da Rocha, Niemeyer, Lina Bo Bardi, entre tantos outros. É um passado cultural único ao qual as novas gerações não deverão ficar indiferentes.</p>
<p>Prefiro acreditar que a qualidade de muitos e bons escritórios de arquitetura espalhados por todo o Brasil, acabará por exterminar um tipo de arquitetura que nós chamamos no escritório de  “arquitetura em pó ”.  É evidente que nos centros de menor dimensão e isolados dos grandes centros culturais e de conhecimento, esse tipo de solução  “em pó” se faz sentir de um modo mais forte, estando intimamente ligada à capacidade e sentido crítico de quem faz a encomenda. Felizmente em Cuiabá temos tido uma excelente receptividade às nossas ideias e projetos, muito até por serem de fato diferentes do que é tradicionalmente projetado por cá. É muito estimulante poder participar nessa mudança de mentalidades.</p>
<p><strong>08 </strong><strong>- </strong><strong>Qual foi a história do projeto da Stelmat?</strong></p>
<p><strong></strong>André: Fomos abordados para fazer uma reforma nas atuais instalações, com um programa bem definido e ambições eu diria que contidas ou talvez bastante pragmáticas. Acredito que provocamos o cliente com a nossa proposta, e a sua receptividade imediata foi contagiante, acabando por fazer uma proposta para um novo edifício de raiz. É talvez o nosso maior projeto marca, uma vez que somos constantemente requisitados para o publicar, mas tem o denominador comum de todos os nossos projetos: Funcionalidade, Conceito, Sustentabilidade.  É para ser construído em breve.</p>
<p><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/BACK-FACÌ§ADE-MQ.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5002" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/BACK-FACÌ§ADE-MQ.jpg" alt="Stelmat" width="565" height="822" /></a></p>
<p><strong>09 </strong><strong>- </strong><strong>Quais outros projetos possuem um destaque nacional ou  internacional, vocês podem discorrer sobre ele?</strong></p>
<p><strong></strong>André: O Resort do Lago do Manso é provavelmente o de maior destaque, até porque foi recentemente nomeado para projeto do ano nos <a title="Wan Awards" href="http://www.worldarchitecturenews.com/index.php?fuseaction=wanappln.sectorawards" target="_blank">WAN AWARDS</a> na categoria de Urban Design, fato que nos orgulha por si só.  Trata-se de um projeto de 200Ha, com um programa complexo e diverso, com envolvente fantástica. Foi um desafio enorme, principalmente pelo impacto que não queríamos que tivesse no local em termos de massa de construção. É um projeto de Urbanismo em primeiro lugar e Arquitetura posteriormente. É também outro projeto marca do escritório.</p>
<p>(Entrevista concedida por André Guimarães Lira em 14 de Novembro de 2011)</p>
<p><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/1LEVE.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5009" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/1LEVE-600x437.jpg" alt="" width="600" height="437" /></a><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/3LEVE.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5011" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/3LEVE-600x444.jpg" alt="" width="600" height="444" /></a><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/2-LEVE1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5012" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/2-LEVE1-600x289.jpg" alt="" width="600" height="289" /></a></p>
<div>Por fim, o <strong>ProjetoBLOG</strong> agradece a colaboração do About:Blank por nos conceder a entrevista exclusiva e todo material exposto no post, inclusive pela prontidão com que fomos atendidos!</div>
<div>Para mais informações sobre o About:Blank Architeture, o escritório possui uma <a title="Facebook" href="https://www.facebook.com/pages/aboutBlank-architecture/113330488691285" target="_blank">Página</a> no Facebook, um <a href="http://www.youtube.com/user/aboutblankyt" target="_blank">Canal do Youtube</a> e no próprio <a title="About:Blank" href="http://www.aboutblankarchitecture.com/portal/" target="_blank">Site</a> do escritório.</div>
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		<title>Entrevista com Jim Leggitt</title>
		<link>http://www.projetoblog.com.br/2011/entrevista-com-jim-leggitt/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 17:30:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodolfo Parolin Hardy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Leggitt]]></category>

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		<description><![CDATA[Jim é arquiteto, urbanista, ilustrador profissional e autor do livro Drawing Shortcuts. Nesta conversa informal procuramos esclarecer algumas dúvidas sobre seu método de trabalho e ideologia. 01 &#8211; Olá Jim, para iniciar a entrevista gostaríamos de saber um pouco mais sobre sua carreira no mundo da arquitetura e do design. Jim: Eu soube que queria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jim é arquiteto, urbanista, ilustrador profissional e autor do livro <em>Drawing Shortcuts</em>. Nesta conversa informal procuramos esclarecer algumas dúvidas sobre seu método de trabalho e ideologia.<span id="more-4980"></span><img title="Mais..." src="http://www.projetoblog.com.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><img title="Mais..." src="http://www.projetoblog.com.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit011.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5160" title="entrevista_jimleggit01" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit011-600x600.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a></p>
<p><strong>01 &#8211; Olá Jim, para iniciar a entrevista gostaríamos de saber um pouco mais sobre sua carreira no mundo da arquitetura e do design.</strong></p>
<p>Jim: Eu soube que queria me tornar um arquiteto aos 12 anos de idade e passei cinco anos estudando arquitetura na <em>Rhode Island School of Design</em>. Trabalho com arquitetura já a quarenta anos e recebi o <em>Fellowship</em> pelo <em>American Institute of Architects</em> em 2005, que é a principal honra que um arquiteto pode ganhar nos Estados Unidos.</p>
<p><strong>02 &#8211; Atualmente dedica mais seu tempo lecionando ou em seu escritório? Você trabalha mais fazendo ilustrações para projetos de outros arquitetos ou em seus próprios projetos?</strong></p>
<p>Jim: Eu trabalhei com uma grande firma de arquitetura por vinte anos e passei muito tempo nos últimos cinco anos trabalhando em projetos no Oriente Médio (Dubai e Abu Dhabi). Deixei a firma há dois anos para trabalhar em meus próprios projetos. Eu divido meu tempo entre workshops de ilustração, colaborando em projetos de outros escritórios de design e escrevendo artigos para blog duas vezes por semana.</p>
<p><strong>03 &#8211; Observando seu estúdio o entendemos como um verdadeiro atelier de criação, onde o clima parece agradável no dia-a-dia. Gostaríamos de saber um pouco mais sobre esta rotina.</strong></p>
<p>Jim: Saio de meu escritório em casa e adoro o tempo que passo no estúdio. Também passo tempo trabalhando nos escritórios em que faço colaborações em alguns projetos. Ter minha própria prática traz a vantagem de controlar meu tempo. Normalmente, faço meus melhores trabalhos nas primeiras horas da manhã.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit021.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5161" title="entrevista_jimleggit02" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit021-600x335.jpg" alt="" width="600" height="335" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit031.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5162" title="entrevista_jimleggit03" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit031-600x432.jpg" alt="" width="600" height="432" /></a></p>
<p><strong>04 &#8211; Quem são seus principais clientes?</strong></p>
<p>Jim: Eu trabalho em colaboração com outros escritórios em projetos. Minha predileção está, na verdade, em escritórios de design paisagístico, pois seus profissionais preocupam-se apenas com o paisagismo e eles gostam de minha experiência tanto como arquiteto quanto como ilustrador.  Trabalho também com pequenos escritórios criando perspectivas, onde as modelo no SketchUp e trabalho com renderização sobre eles.</p>
<p><strong>05 &#8211; Seus livros mostram técnicas que usam ferramentas digitais no desenho à mão. Em nossas universidades muitos professores mais experientes condenam o uso de computadores. Como você vê o papel dessas duas ferramentas na visualização de arquitetura?</strong></p>
<p>Jim: Tenho opiniões bem definidas acerca deste assunto. Gostaria que mais universidades ensinassem desenho fundamental básico e técnicas de visualização. Através dos anos o desenho à mão tradicional vem sendo substituído por aulas de Revit, AutoCAD, etc. Eu acredito que um bom estudante deve ter conhecimento sólido em ambos, desenho à mão tradicional e técnicas de visualização baseadas em computação. No mercado de trabalho, em um negócio, é necessário saber ambos. Sobre o posicionamento dos professores mais velhos, penso que computadores estão sendo usados muito cedo no processo de design, recomento que o desenho a mão seja usado no conceito inicial, na criação, em qualquer projeto, e o computador usado mais tarde na fase de desenvolvimento do mesmo.</p>
<p><strong>06 &#8211; Nas universidades dos Estados Unidos há este preconceito sobre ferramentas digitais?</strong></p>
<p>Jim: O uso das ferramentas digitais nas universidades norte-americanas varia bastante entre elas. Eu adoraria fazer uma cruzada pelo país e descobrir as diferenças e peculiaridades no ensino de cada uma delas, qual ensina o desenho à mão, qual ensina as melhores técnicas digitas e quais fazem ambas!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit041.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5163" title="entrevista_jimleggit04" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit041-600x466.jpg" alt="" width="600" height="466" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit051.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="entrevista_jimleggit05" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit051-600x299.jpg" alt="" width="600" height="299" /></a></p>
<p><strong>07 &#8211; Como você imagina que será o papel da revolução digital no desenho e processo criativo de arquitetura nos próximos anos?</strong></p>
<p>Jim: Muitos escritórios estão pulando à visualização digital e perdendo muito da qualidade que pode ser atingida utilizando o desenho à mão no processo criativo. Fico realmente animado com toda a evolução nas redes e mídias sociais, equipamento digital (iPad), softwares (SketchUp e Photoshop), impressoras e digitalizadores. É tempo de muito ânimo em nossa profissão.</p>
<p><strong>08 &#8211; Como você vê seu trabalho influenciando estudantes e arquitetos em local tão distante, como o Brasil?</strong></p>
<p>Jim: Minha paixão é manter todos, no mundo todo, interessados em encontrar novas maneiras de comunicar seu design. Acredito que mesclar técnicas tradicionais de desenho à mão livre e técnicas digitais é a busca de um caminho para o futuro! Por exemplo, penso que estudantes vão, um dia, fazer seus melhores trabalhos usando mesas digitalizadoras, tablets. É digital e ainda necessita habilidade de desenho à mão, mistura ambas. Acredito não existir diferença entre estudantes do Brasil ou dos Estados Unidos, ambos tem muita vontade em aprender, evoluir suas habilidades para se tornarem melhores designers.</p>
<p><strong>09 &#8211; O que você nos diz sobre a arquitetura brasileira?</strong></p>
<p>Jim: Linda, excitante, muito espaço para evolução.</p>
<p><strong>10 &#8211; O público do projetoBLOG é, em sua maioria, formado por estudantes e jovens arquitetos, qual mensagem você gostaria de passar a eles?</strong></p>
<p>Jim: O mundo tem se tornado menor e menor, então mantenham o olho sobre o que está acontecendo no design em outros países. Viaje a outros países o máximo que possa. Aprenda outras habilidades além da arquitetura &#8211; como design gráfico, desenho industrial, paisagismo e urbanismo &#8211; com o foco em se tornar uma pessoa criativa em diversas áreas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit06.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5165" title="entrevista_jimleggit06" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit06-600x333.jpg" alt="" width="600" height="333" /></a></p>
<p>Agora, na íntegra, a entrevista original, em inglês.</p>
<p><strong><em>01 &#8211; We would like to know a little about your career in architecture and design.</em></strong></p>
<p><em>Jim: I wanted to become an architect when I was 12 years old and spent 5 years studying architecture at the Rhode Island School of Design. I have been practicing architecture and planning for over 40 years. I received the Fellowship with the American Institute of Architects in 2005 which is the highest honor an architect can earn in the United States.</em></p>
<p><strong><em>02 &#8211; Currently your time is mostly devoted to teaching or in your office? Your work are more images to clients or do you have your own projects?</em></strong></p>
<p><em>Jim: I was working with a large architectural firm for 20 years and spent much of the past 5 years working on planning projects in the Middle East (Dubai and Abu Dhabi). I left the firm 2 years ago and started my own practice. I split my time teaching drawing workshops, collaborating on projects with other design firms, and writing blog articles two times every week.</em></p>
<p><em><strong>03 - Viewing photos of Lim Leggit Studio, we see a real “atelier”, and a climate that seems to be very pleasant in the day-by-day office. We would like to talk a little about that routine.</strong></em></p>
<p><em>Jim: I work out of my home office and really enjoy my time in the studio. I also spend time working in the professional offices where I collaborate on projects. Working on my own has the advantage of setting my own time. I often do my best work very early in the morning!</em></p>
<p><strong><em>04 - Who are your main customers?</em></strong></p>
<p><em>Jim: I collaborate with other design firms on projects. My favorite firms actually are landscape design firms who don&#8217;t have in house architects working with them. They appreciate my experience as an architect and as an illustrator. I work with other small planning firms creating perspectives that they use in their reports. I build all of my SketchUp models and generate renderings from them.</em></p>
<p><strong><em>05 - In your books you teach techniques to use digital tools with the hand drawing. In our universities, many older teachers condemn the use of computers. How do you think these two are related these two forms of architectural visualization?</em></strong></p>
<p><em>Jim: I have strong opinions on this subject. I wish more universities could teach more basic fundamental drawing and visualization skills. Over the past years, those traditional courses have been replaced with computer courses such as Revit, AutoCAD, etc. I truly believe that the best student should have a solid background in BOTH traditional hand drawing skills AND computer (digital) visualization skills. You need both to succeed in business. Those older teachers may have a good point about not using computers. I believe that computers are being used TOO EARLY in the design process. I recommend that traditional drawing should be used in the early concept design phase of any project and the computer used later in the design development phase of the project.</em></p>
<p><strong><em>06 - At U.S. universities, there still have this preconception towards digital tools?</em></strong></p>
<p><em>Jim: the use of digital tools in U.S. universities varies greatly between them. I would love to do a national survey to understand which schools are teaching traditional drawing, which are only teaching computer courses, and which offer both!</em></p>
<p><strong><em>07 - How do you think this digital revolution, which currently has approached more and more of architecture will influence the design of the architecture and the creative process in coming years? </em></strong></p>
<p><em>Jim: many architects are jumping into digital visualization and missing much of the quality of design that can be achieved with traditional design visualization. I really am excited by all of the recent developments with social media, digital equipment (iPad), software (SketchUp, Photoshop) and reprographics (printers, scanners). This is a very exciting time in our profession.</em></p>
<p><em><strong>08 - How do you see the buzz of your work influencing students and architects from as far away as Brazil?</strong></em></p>
<p><em>Jim: My passion is to keep everyone around the world interested in finding new ways to communicate their design. I believe that merging traditional hand drawing skills with new digital tools is the way of the future! For example, I think students will someday do much of their hand drawing using a stylus pen on a digital tablet. Even though it is all digital, it still requires good hand drawing skills. There is no difference between Brazilian students an those in the U.S. &#8211; they are all eager to learn, improve their skills and become better designers.</em></p>
<p><em><strong>09 - What Do you to say about Brazilian architecture?</strong></em></p>
<p><em>Jim: Beautiful, exciting, much room for improvement.</em></p>
<p><strong style="font-style: italic;">10 - The public of projetoBLOG is mostly made up of students and young</strong> <em><strong>architects, what message would you give to them?</strong></em></p>
<p><em> Jim: The world is getting smaller and smaller so keep an eye on what is going on with designers from other countries. Travel to other countries as much as possible. Learn skills other that just architecture &#8211; such as graphic design, industrial design, landscape design and urban planning in order to become a better all around creative person! </em></p>
<p>O <strong>projetoBLOG</strong> agradece à Jim Leggitt por expor a nós um pouco sobre seu trabalho, e deixa a pergunta ao pessoal que desenha à mão, o que você pensam sobre um workshop com Jim?</p>
<p>Thank`s Jim!</p>
<p>Acompanhe <a title="Canal no Youtube" href="http://www.youtube.com/user/jimleggitt" target="_blank">aqui</a> o canal no youtube de Jim, com diversas dicas sobre desenho.</p>
<p>Visite o <a href="http://jimleggitt.typepad.com/" target="_blank">blog</a> de Jim.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit07.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5166" title="entrevista_jimleggit07" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit07-600x603.jpg" alt="" width="600" height="603" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit08.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5167" title="entrevista_jimleggit08" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit08-600x601.jpg" alt="" width="600" height="601" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit09.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5168" title="entrevista_jimleggit09" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit09-600x605.jpg" alt="" width="600" height="605" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit10.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5169" title="entrevista_jimleggit10" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/entrevista_jimleggit10-600x418.jpg" alt="" width="600" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Clique nas imagens para ampliar!</p>
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		<title>Entrevista com Johann Peixoto</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 17:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodolfo Parolin Hardy</dc:creator>
				<category><![CDATA[CG]]></category>
		<category><![CDATA[Entre Vistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Johann Peixoto trabalha no ramo de Computação Gráfica e tem um trabalho de qualidade internacional. Em entrevista exclusiva para o projetoBLOG ele conta sua trajetória no universo 3d, como foi seu processo de evolução e suas perspectivas futuras. “Desde criança,sempre fui completamente ligado á arte,eu desenhava os personagens que eu gostava,participava de concursos de revistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko013.jpg"><br />
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<p>Johann Peixoto trabalha no ramo de Computação Gráfica e tem um trabalho de qualidade internacional. Em entrevista exclusiva para o projetoBLOG ele conta sua trajetória no universo 3d, como foi seu processo de evolução e suas perspectivas futuras.<br />
<span id="more-2600"></span><br />
“Desde criança,sempre fui completamente ligado á arte,eu desenhava os personagens que eu gostava,participava de concursos de revistas de games e etc.<br />
Quando eu terminei o ensino médio,eu fiquei completamente sem saber o que fazer da vida,até vestibular de Direito eu fiz,mas isso não tinha nenhuma ligação comigo. Em 2007,arranjei um emprego em uma multinacional de telecomunicações em São Paulo,onde eu ganhei um bom dinheiro,onde me proporcionou algumas viagens ao exterior e a compra de uma máquina potente.Sempre fui um cara ligado também á tecnologia,e conseqüentemente,games. Decidi que gostaria de trabalhar com games,então larguei meu emprego,comprei uma máquina potente para poder estudar,e foi o que eu fiz,final de maio de 2009,iniciei meus estudos em CG por conta própria,não sabia nem o que era 3ds max. No começo,cheguei á estudar cerca de 14 horas por dia,hoje eu preciso ministrar os estudos da faculdade com os estudos de CG. Mas mesmo com interesse em games,eu diria que não é o único motivo,pois adoro várias áreas da CG,seja visualização de produtos,personagens ou Arquitetura/Interiores, apenas posso dizer que sou apaixonado por CG,seja qual área ela for,é uma área que não se preocupa com limites ou possiblidades,é incrível.”</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko021.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4498" title="arkaiko02" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko021-600x663.jpg" alt="" width="600" height="663" /></a></p>
<p><strong>01-    A quanto tempo está no estudo do 3d?</strong></p>
<p>Iniciei meus estudos no final de maio de 2009.</p>
<p><strong>02-   Quais softwares que você usa?</strong></p>
<p>Uso 3ds max, Zbrush, Bodypaint, Photoshop, Mudbox, Illustrator, Indesign, Coreldraw, HDRSHOP e alguns softwares de Real-time como Marmoset Toolbag.</p>
<p><strong>03-   A  guerra entre os usuários de softwares sobre qual é mais poderoso é comum, particularmente acho algo um pouco desnecessário, você concorda? Por que motivo você usa eles?</strong></p>
<p>Concordo sim, completamente desnecessário, porquê o que faz uma bela imagem, não é só a ferramenta, e sim o artista! Por exemplo, o pincel é uma ferramenta simples,porém nas mãos de Van Gogh,era de um poder indescritível,já em minhas mãos,não passaria de um simples pincel! (risos).</p>
<p>Mas confesso que utilizo o Max porque o acho de certa forma mais versátil,gosto da interface,do jeito como as ferramentas estão organizadas,mas venho estudando o Maya também e estou adorando aprender ele,muito poderoso.</p>
<p>No caso de software de escultura digital,senti uma leve vantagem em utilizar Zbrush,mas é apenas uma opinião pessoal,alguns adoram usar Mudbox,eu utilizo os dois,mas cada é cada um e vê o que melhor lhe cai bem em seu workflow.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko03.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4499" title="arkaiko03" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko03-600x344.jpg" alt="" width="600" height="344" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko04.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4501" title="arkaiko04" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko04-600x333.jpg" alt="" width="600" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko051.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4506" title="arkaiko05" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko051-600x335.jpg" alt="" width="600" height="335" /></a></p>
<p><strong>04-   Quais são suas maiores inspirações?</strong></p>
<p>Minhas inspirações possuem raízes desde a música,até a ciências,mas com relação á Cg,tenho artistas favoritos como:Viktor Fretyán,Thomas Suurland,Luc Bégin,Bulgarov,Alex Roman entre outros.</p>
<p><strong>05-   Possui alguma inspiração a nível nacional?</strong></p>
<p>Com certeza,um cara muito gente fina e humilde,Ramon Zancanaro,ele é 100%.</p>
<p><strong>06-   Certa vez em conversa, você comentou sobre sua opção no momento por estudar mais do que pegar mais trabalhos, pela questão da evolução na qualidade e no conhecimento., mesmo já tendo qualidade para todo tipo de job. Você ainda opta por isso?</strong></p>
<p>Agradeço primeiramente á sua observação sobre a qualidade dos meus trabalhos.Não,hoje quando aparece um trabalho interessante,me proponho á realizá-lo,alguns não dão certo,outros sim,como no último de um comercial das Havaianas para um hotsite.Eu não tenho a intenção no momento de trabalhar em alguma agência de Cg,quero continuar meus estudos em Cg,mas meu futuro é incerto,além do quê,uma área que me dá prazer,é a do ensino,gosto muito de ensinar e passar meus conhecimentos para outras pessoas,estou em uma parceria com um grande fórum e o mais importante de CG no Brasil,ouso dizer,na América Latina,onde lançaremos um curso de Zbrush completo,e ainda estou criando outros projetos para lecionar na minha cidade.</p>
<p><strong>07-   Você acha que é possível, em nível nacional, entrar no mercado e manter imagens dessa qualidade?</strong></p>
<p>Eu tenho certeza que é possível,mas existem alguns agravantes como:Conhecimento,tempo,dedicação,hardware,e claro,o mais importante,talento.Já vi casos de pessoas possuirem um hardware incrível para se trabalhar com Cg sem talento algum para a área da CG,pois precisamos ser tão sensíveis quanto um escritor,um músico,porque sensibilidade é tudo,sem a veia artística,fica complicado.</p>
<p><strong>08-   Vemos que as suas cenas são incrivelmente detalhadas, você acredita que o segredo de uma imagem de qualidade estão nos detalhes? O que mais você colocaria como um diferencial?</strong></p>
<p>Acredito que todas as etapas são fundamentais para uma imagem de qualidade,desde a referência,modelagem até a pós-produção.Os detalhes são apenas uma característica do artista.Conheço artistas que produzem personagens aparentemente simples e sem tantos detalhes,mas com um carisma e irreverência fora do normal.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko06.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4509" title="arkaiko06" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko06-600x331.jpg" alt="" width="600" height="331" /></a></p>
<p><strong>09-   Muitos feras do 3d entendem muito de fotografia e iluminação, você busca estudos nesse sentido? O que mais acha de fundamental importância no conhecimento de um designer3d?</strong></p>
<p>Confesso que nunca estudei isso,mas preciso lapidar mais essa questão comigo.Com certeza,entender sobre fotografia e iluminação é um diferencial que certamente irá refletir muito na imagem do artista,quem puder fazer um curso sério de fotografia,faça,você terá muito mais visão de como criar as imagens.A fundamental importância é uma palavra simples:Dedicação.É a regra dos três E´s,que é estudar,estudar e estudar,é estar sempre se renovando nas tecnologias e não ficar estagnado na área.</p>
<p><strong>10-   A pós produção é sempre importante em uma cena, qual porcentagem de pós produção você atribuiria a qualidade das suas imagens? Que softwares você usa para tal?</strong></p>
<p>Eu posso dizer que a porcentagem de pós produção em minhas imagens é imensa,além de ser uma das etapas das quais eu mais gosto,uma pós produção bem feita é fundamental na imagem. Já vi algumas pessoas gabando-se em fóruns,dizendo que a imagem postada não havia pós-produção,como se isso fosse algum diferencial positivo,pois bem,talvez se tivesse uma pós produção caprichada,a imagem teria outro impacto e seria uma imagem muito mais interessante.<br />
Na etapa de pós produção das minhas imagens,eu adoro utilizar Photoshop,Lightroom e alguns plugins como Alien Skin ou Magic Bullet.</p>
<p><strong>11-   Muitos de nossos leitores são Arquitetos e estudantes e se interessam por Maquetes Eletrônicas, tanto como hobby como profissionalmente, que dica você daria para eles?</strong></p>
<p>A minha dica é simples:Se aprofundem na arte da imagem digital,elevando seus nomes na área em um nível mais diferenciado,como no caso de arquitetos no exterior que criam imagens lindíssimas.<br />
Conheço alguns arquitetos que mal sabem o que é 3ds max,então,se puderem fazer um bom curso de max,mental ray ou vray ou qualquer outra engine de render,façam,criem imagens de alto nível,que certamente se destacarão dos demais.<br />
Quero agradecer ao convite,foi um prazer,bons estudos á todos!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko07.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4511" title="arkaiko07" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko07-600x340.jpg" alt="" width="600" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko08.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4512" title="arkaiko08" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko08-600x343.jpg" alt="" width="600" height="343" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko10.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4513" title="arkaiko10" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko10-600x356.jpg" alt="" width="600" height="356" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko11.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4514" title="arkaiko11" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko11-600x471.jpg" alt="" width="600" height="471" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko12.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4515" title="arkaiko12" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko12-600x336.jpg" alt="" width="600" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko13.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4516" title="arkaiko13" src="http://www.projetoblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/arkaiko13-600x336.png" alt="" width="600" height="336" /></a></p>
<p>Clique nas fotos para aumentar!</p>
<p>Para ver mais dos jobs de Johhan, acesse o blog <a href="http://arkaiko3d.blogspot.com/">Arkaiko</a>.</p>
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