O arranha-céu tenta compreender os problemas de uma cidade e transformá-los em soluções, uma cidade como organismo vivo, que se desenvolve e tem qualidade de vida como objetivo principal. A criação de um edifício a partir do lixo que a população gera terá um grande impacto, atingindo a cidade socialmente, ambientalmente e funcionalmente.
O projeto ocorre em São Paulo, Brasil, a maior cidade do hemisfério sul por população. Seus maiores problemas são a desigualdade social, a poluição e o tráfego de veículos. A cidade tem uma frota crescente de mil carros por dia, gerando poluição e tráfego.Também 17.000 toneladas de lixo são gerados por dia e apenas um por cento é reciclado. Outros dois fatos importantes são o mau uso dos rios que circundam a cidade, que costumavam ser limpos e hoje estão poluídos, e da mentalidade geral dos habitantes, que ainda hoje não se preocupam com maneiras de reciclagem.
Assim, o projeto procura uma resolução que irá afetar todos estes problemas através daquilo que não é mais usado e polui a cidade: o lixo. Os edifícios estarão nas margens do rio Tietê e rio Pinheiros, e cada um receberá a parte do lixo que lhe cabe transportado por hidrovias, solução inspirada em estudos do arquiteto Alexandre Delijaicov. Desta forma toda o lixo da cidade pode ser organizado e utilizado.
Há o ponto onde o projeto alcança um significado social, pois os edifícios serão todos construídos sobre conceito do upcycling, utilizando o que foi descartado por pessoas e desperdiçando o mínimo de energia possível. A torre de uso misto terá moradias em seu corpo e uma espécie de fábrica em sua parte inferior, que incidirá sobre a seleção e reaproveitamento do lixo. A parte de habitação é para pessoas que irão trabalhar nesta fábrica. Muitos dos sem-teto em São Paulo já vivem da coleta de lixo pela cidade. Desta forma, eles terão a chance de sair as ruas, ter uma casa e um emprego. Especialistas vão ensinar como explorar sua própria criatividade para melhorar cada habitação.
O módulo habitacional é feito de materiais upcycled como pára-brisas, portas de carros e geladeiras, e todo o tipo de material coletado, cada unidade será singular, dependendo dos componentes disponíveis. Da mesma forma que não terá edifícios iguais porque as suas estruturas dependem da combinação das peças recolhidas.
É um marco que pode mudar a consciência sobre o desperdício, mostrando possível o ganho de valorização social através do upcycicle. O trabalho foi desenvolvido por Giovanni Medeiros, Guilherme de Macedo, João Gabriel Kuster, Rafael Ferraz, Rodolfo Parolin e Thiago Augustus Prenholato Alves. A seguir a íntegra das pranchas enviadas ao Evolo 2012.










mandaram muito! hahaha
#maravilha hein companheiros.
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