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4º Concurso para estudantes de arquitetura do CBCA 2011

Gabriel Zem Schneider

Minha intenção com este post não é divulgar os vencedores do concurso do CBCA em 2011, mas mostrar como experiências assim fortalecem nossa vivência na faculdade.

Já ouvi muitos colegas de centros acadêmicos de várias faculdades aqui de Curitiba falando para calouros (ou bixos, como preferir) que a arquitetura não se aprende em 5 anos e muito menos em 5 anos na faculdade. Concordo. Mas também acho que devemos filtrar toda essa “vivência arquitetônica” e explorar os pontos fortes que de fato complementarão a sua formação. Ao exemplo, temos o modelo de integração criado pela FeNEA, baseada em encontros regionais e nacionais e seminários para discutir os rumos da diretoria e afins. Encontro é muito bom, uma oportunidade inigualável de conhecer pessoas, lugares,  pontos de vista e barracas alheias (if you know what i mean…). Mas chega uma hora que isso passa de acrescentar qualquer coisa na sua formação e toda essa experiência é nula, e você é deixado para trás.

 

2º colocados

2º colocados

2º colocados

Minha intenção não é fazer uma crítica à esse modelo FeNEA, centros acadêmicos e afins do Brasil, mas é relatar uma experiência que aconteceu na minha faculdade, partindo dos alunos que, ao meu ver, acrescentaram muito mais do que muitas outras atividades formativas complementares.

O concurso do CBCA (Confederação Brasileira da Construção em Aço) tinha como tema um terminal intermodal de transportes. O terreno era de livre escolha, mas a cidade deveria ser a mesma que a da escola de arquitetura que a equipe fizesse parte.

No nosso caso, a universidade é a Federal do Paraná, em Curitiba. Descobrimos que 6 equipes representariam a UFPR no concurso e ficamos empolgados com esse apelo dos alunos em participar. Uma das equipes desistiu, outra se fundiu com mais uma e formaram-se 4 propostas para elaborar um terminal intermodal de transportes em Curitiba, dentre um total de 33 projetos no concurso cujo vencedor representaria o Brasil num concurso entre toda a América latina.

 

3º Colocados

3º Colocados

3º Colocados

Todas estas equipes realizaram o concurso nas férias de metade de ano, dedicando tempo livre ao concurso, além da saúde gasta em quantidade proporcional aos litros de café tomados por dia, noite e madrugada. Resultado: 2º e 3º lugar do concurso e pra quem não ganhou, um certificado de participação lindo, vários emails do CBCA e claro, muita experiência adquirida, que segundo meu julgamento, foi melhor do que qualquer charrete de intervenção com a promessa de “Quem ganhar vai construir o projeto”.

Equipe 3

Equipe 3

Equipe 3

Uma experiência como essa já foi relatada aqui no blog, iniciativa que partiu de alunos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) para produzir o workshop entre escalas.

E para saber mais do 4º concurso do CBCA em 2011, é só clicar aqui. E não deixe de participar do 5º concurso desse ano, com o tema “Unidade educativa de uso comunitário”.

Equipe 4

Equipe 4

Equipe 4

Membros das Equipes:

2º colocados: Andrea Terumy Koga, Gabriela Paula Doria Alarcon, Herminio Antonio Pagnoncelli, Humberto Carta, Isabela Maria Fiori e Thiago Gonçalves Roberto

Orientador: Paulo Marcos Mottos Barnabé

3º colocados: Luiz Gustavo G. Singeski, Martin Kaufer Goic, Moacir Zancope Junior, Pedro Lanna de Castro, Rafael Santos Fischer e Rodrigo Pinheiro Nitto

Orientador: Emerson José Vidigal

Equipe 3: Bárbara Alice Gheno Becker, Carla Marques Demeterko, Caroline Yamazaki, Isabelle Costa Luís, Vivian Eliese Hoeflich Brune

Orientador: Humberto Mezzadri

Equipe 4: Benício Hassegawa, Gabriel Schneider, Lucas Fuson, Leonardo Venâncio,  Marcelo Miotto, Rodolfo Scuiciato, Vitor Dentello e Samarone Doria

Orientador: Artur Renato Ortega

Co-orientador: Moacyr Molinari

Gabriel Zem Schneider
Músico, designer, estagiário e, nas horas vagas – ainda que raras -, corredor. Especialista em procrastinação arquitetônica. Em nomes, gosta de Red Hot Chili Peppers, Pulp Fiction, Banksy e Steven Holl.

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Comente você também! 4 comentários

  1. Acho que esse tipo de ideia deveria ser mais abordada pelas universidades brasileiras, ensinando seus alunos, desde cedo, que é bom para o desenvolvimento profissional participar de concursos assim e não somente fazer um projeto para receber nota.

    Muito bom o post. Parabéns!

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    arktetonixblog
  2. Ótima publicação, Gabs! Penso que é fundamental para quem realmente se interessa por arquitetura a participação em concursos. Essa experiência além de nos tornar melhores trabalhando em grupo nos ajuda a definir um "m. o. – modus operandi" ou mesmo o questionar e expandir. Arquitetura se faz em equipe!

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    Augustus
  3. "muita experiência adquirida, que segundo meu julgamento, foi melhor do que qualquer charrete de intervenção com a promessa de 'Quem ganhar vai construir o projeto'."

    Apesar de ter achado essa última charrete uma bosta, e ser execrado por deixar isso claro pra todos, acho que é comparar bananas com laranjas. O problema da charrete foi o pessoal que chega lá com mentalidade de concurso de projeto…

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    Rodrigo P. Nitto
  4. That's the point Rodrigo! hahahahaha

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