Entrevista Gastón Flores (3)

Entrevista com Gastón Flores

Giovanni Medeiros

Paulo Gastón Flores (de quem já falamos um pouco aqui) é arquiteto formado pela Universidade de Buenos Aires em 1996, vencedor de vários concursos e possui vasta experiência em obras públicas e privadas, habitação social, intervenções urbanas e revitalizações de edifícios históricos. As vésperas de sua vinda ao Brasil, onde irá palestrar no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba – PR, o projetoBLOG aproveitou para entrevista-lo para que o público o conheça um pouco mais.

01 –  Como iniciou sua carreira em arquitetura? Por que escolheu atuar na área?

Quando comecei a faculdade – que tinha um ano de curso de acesso e nivelação -, estava mais voltado para o desenho industrial, mas um professor de desenho, Gustavo Fosco, que depois emigrou para a França e se tornou o desenhista do Renault Laguna, me disse que a arquitetura era um disciplina com uma formação mais integral. Essa espécie de espírito renascentista e generalista em que se absorve cultura e se investigam coisas, acabou me levando para a arquitetura.

02 – Qual é sua principal área de atuação como arquiteto?

A arquitetura pública e coletiva.

03 – O que é essencial em seu trabalho?

O método. Embora não seja um fluxograma, dado que os procedimentos são por vezes tão aleatórios, sempre há parâmetros de funcionalidade, linguagem e implantação que são verificados cedo ou tarde. Particularmente dou muita importância a implantação, ou seja, às relações dos edifícios com os lugares.

04 – Qual de seus trabalhos considera o mais importante?

O mercado de pescados deu satisfações fora do esperado. Era uma incognita o funcionamento, por ser uma instituição nova, com um programa novo. A implementação da instituição,  sua recenté inauguração e posterior uso, tem recebido grande aceitação do público.

Outras obras derão satisfações pessoais: foi tocante ver os usuários das habitações sociais agradecerem a equipe técnica e chorarem por poder ter sua casa própria.

05 – Para você, o que é arquitetura, e o que define uma boa arquitetura?

A definicão encontrada nos dicionário é bastante boa e simples: a arquitetura é a arte e a técnica de projetar e desenhar edificios, estruturas e espaços.

Sempre me pareceram um pouco parciais e pretenciosas as definições dos grandes Mestres, tais como “o jogo de volumes sob a luz do sol”, como no caso de Le Corbusier.

Se pudesse ampliar a definição do dicionário, iria enfatizar a modelagem do vazio. Desde a adaptação da caverna até as construções com peças (tipo ninho), sempre se tratou de definir ou delimitar áreas do hábitat humano. Creio que trabalhamos como modeladores de espaços.

Se tivesse de amplia-lá mais, me referiria aos fatores econômicos.  Poucas vezes falamos destes, mas definitivamente os espaços que produzimos acabam sendo afetados pelas quantias destinadas as obras e pelo fluxo de dinheiro. Particularmente em países em desenvolvimento como os nossos, isto é um motivo de preocupação constante.

Portanto creio que uma boa arquitetura deveria fazer uso dos recursos econômicos da maneira mais inteligente possível.

06 – Como é o panorama da arquitetura e a importância do profissional arquiteto, historicamente , em seu país?

Na Argentina todos acreditar saber de tudo um pouco. Salvo exceções, não há muito respeito profissional. Creio que isso se passe com todas as profissões. O cliente, em geral, tende a desconfiar bastante do profissional arquiteto.

As classes altas são mais incultas do que crêem, e as pessoas cultas se encontram mais entre os outros profissionais, que muitas vezes não tem dinheiro suficiente para realizar investimentos privados. As classes mais altas, na Argentina, não tem um cultura arquitetônica aceitável.

Contudo, respeito as obras e posso asegurar que há um nivel razoavel de arquitetura em Buenos Aires e outras ciudades do país. Nossas ciudades sao razoavelmente boas. Talvez também haja poucos casos de arquitetura paradigmática, ao contrario do Brasil.

Em ambos os países(Argentina e Brasil) existe uma espécie de culto pela precariedade e por fazer coisas “não da melhor maneira possível”, dizendo ainda que se faz de maneira prudente (sobretudo nas politicas de infra estrutura do estado).

07 – E hoje em dia, você crê que isto mudou?

Está começando a mudar. Desde os anos noventa, os arquitetos se dedicam a fazer arquitetura e não dirigir táxis. Há aparecido varias publicações de arquitetura, a arquitetura hoje é noticia. Existem hoje suplementos semanas que agora são comprados, não por apenas arquitetos e estudantes, mas sim pelo publico em geral.

O panorama é mais incentivador. Começa a haver um respeito um pouco maior pelo arquiteto. Em uma recente nota do reitor da Universidade de Rio Negro (província argentina cuja capital é Bariloche) ao Ministro de Planejamento Federal, solicitando fundos para a realização do projeto do Museu para a cidade de Bariloche – recentemente afetada pelo vulcão – nossos nomes como projetistas foram destacados com um parágrafo próprio. Isso não é comum, dado que sempre se tratou de ocultar nos meios políticos e comerciais o trabalho intelectual.

fonte: Ivan bacaioca

08 – Qual a importância da reflexão histórica e teórica para arquitetura? Você considera que isto acontece em seu trabalho?

É muito importante, em meu trabalho acontece parcialmente, depende do trabalho. É preciso saber dar o tempo necessário a cada coisa. No caso das cooperativas de habitações sociais tive que sair a busca de terrnos, verificar o código de construções de cada área, fazer o anteprojeto básico, pedir crédito, comprar o terreno por meio do banco e apresentar os planos para aprovação municipal (4 conjuntos em 4 meses). Obviamente não houve tempo suficiente para reflexões teóricas, neste caso a urgência se transformou em inimigo da reflexão teórica.

Em meus primeiros anos (já desde a escola secundária) estudava muita história. Na escola secundária já conhecia e podia desenhar todas as catedrais góticas da França. Dei aulas na Universidade de história antiga e medieval.

Também conheci todos e cada um dos projetos de (Norman) Foster até 1995, mas de repente freei a incorporação de dados teóricos e decidi buscar experiência de trabalho em estudos de arquitetura “na rua”, como se diz na Argentina.

A incorporação de dados para o desenvolvimento do exercício profissional pode vir de múltiplas fontes e ser processado de maneira diferente para cada ocasião. Temos que avaliá-los e processá-los sempre para não cair no ridículo de uma argumentação teórica com bases pouco sólidas, sobretudo em coisas que não necessitam.

Um professor costumava dizer: as esquinas não dialogam, não seja estúpido, só “estão”. Os arquitetos geralmente se prendem a teorias pouco condizentes.

09 – Em Curitiba – PR, cidade aonde será sediada sua palestra final de novembro, temos um histórico de políticas urbanas de renovação de áreas estratégicas da cidade, seu trabalho no Mercado de Peixes em Buenos Aires e com o CPAU também demonstram essa vocação. Como você acredita que retrofit / renovações arquitetônicas, alteram o ambiente urbano?

A arquitetura sempre modifica o ambiente urbano, para melhor ou pior.

No caso do Mercado de Pescado, se embaso na política de recuperar um série de edifícios industriais do governo municipal de Buenos Aires.Em 2001, em plena crise político-economica da Argentina, fez-se a chamada do concurso para adéqua-lo (o mercado) para um programa desconhecido e novo: Um centro metropolitano de desenho.

Com o desenrolar da obra, logo se foram fixando as calçadas e praças nas cercanias. Foi o primeiro edifício publico em décadas a “plantar-se” no sul da cidade. Claramente serviu para demonstrar o papel de gerador de espaços públicos do Estado.

Atualmente há uma redescoberta da região sul da cidade. Desde então se criou um parque tecnológico no bairro de Parque Patricios, aonde hoje Norman Foster está construindo a sede do Banco da Cidade de Buenos Aires. Logo também se declarou a área do Mercado de Pescado como um distrito de desenho.

No caso do CPAU é diferente. Foi uma oportunidade de compra de um edifício muito barato. É muito difícil conseguir lotes vazios no núcleo central da cidade, ao contrario de outras cidades, Buenos Aires mantem a área central e histórica muito ativa, com o centro econômico e político do pais distribuídos em apenas 50km². O conselho profissional de arquitetura e urbanismo lançou o concurso nacional de anteprojetos com um orçamento muito limitado para intervir no edifício existente. O mesmo tinha uma fachada elegante e se decidiu fazer uma intervenção exclusivamente no interior. A prioridade da instituição foi estar perto do poder político.

10 – O que acha da arquitetura brasileira?

Tenho uma visão muita fragmentada das obras e conheço pessoalmente apenas São Paulo. Me dá a impressão que nas últimas décadas está sendo retomada esta espécie de grandiosidade e de simplicidade expressada por vários escritórios de arquitetura e sempre presente em Mestres como Niemeyer e Mendes da Rocha. Por outro lado me parece que há um avanço demasiadamente grande dos negócios imobiliários com arquitetos que trabalham dentro destas empresas imobiliárias que não fazem arquitetura. Isso é muito obvio em São Paulo.

11 – Agradeço sua atenção, para finalizar a entrevista, gostaria de enviar alguma mensagem aos profissionais e estudantes de arquitetura e urbanismo – principal público do projetoBLOG?

Desde já agradeço muito o convite ao Museu Oscar Niemeyer, será uma honra estar ai.

Como mensagem diria que o futuro é promissor. Faz mais de uma década que nossos governantes se deram conta do potencial de nossos países, aonde tudo esta por ser feito. Nota-se que somando Argentina, Brasil e Chile (ABC), podemos dizer que temos a área mineira/agrícola mais importante do mundo. A isso há que se somar os novos desenvolvimentos industriais no Brasil e a incipiente e rápida industrialização da Argentina.

Acredito também que a anglo e franco – filia, particularmente na Argentina, aonde tudo que vem da Europa é melhor, inclusive a seriedade da informação, está sendo substituída por uma constante colocação em dúvida das fontes de produção desta informação e sua intenção em todos os âmbitos, políticos, econômicos e culturais. Sempre me pareceu suspeito ver a produção inflada da Espanha, mostrada na “Croquis”, aonde se mostravam desde gigantescos museus com forma de dobras geológicas até brinquedotecas de 2.000 m². Um desperdício total de recursos do Estado.

Abaixo a entrevista no idioma original:

01 – ¿Como empezó su carrera en la arquitectura? ¿Por qué eligió actuar en el área?

Cuando empecé la facultad -que tenía un año curso de ingreso y nivelación-, estaba más cercano al diseño industrial. Pero un profesor de dibujo, Gustavo Fosco –que después emigró a Francia y se convirtió en el diseñador del Laguna en Renault-, me dijo que la arquitectura era una disciplina con una formación más integral. Esa especie de espíritu renacentista y generalista en el que se absorbe cultura y se investigan cosas, me inclinó más hacia la arquitectura.

En realidad podría haber sido biólogo o astrónomo. Creo que me gustan las ciencias que un poco más que las artes.  La arquitectura es una de las únicas en las que se da un equilibrio inestable entre ambas.

02 – ¿Cuál es su principal área de experiencia como arquitecto?

Lo público y colectivo.

03 – Sobre tu carrera, que es lo que sientes que es esencial en cada uno de tus proyectos?

El método. Si bien no es un diagrama de flujo, dado que los procedimientos aparecen de manera a veces aleatoria, siempre hay unos parámetros  de funcionalidad, lenguaje e implantación que son chequeados tarde o temprano. Particularmente le doy mucha importancia a la implantación, o sea, a las relaciones de los edificios con el lugar.

04 – ¿Cuál de sus obras considera el más importante?

El Mercado de Pescado. Ha dado satisfacciones fuera de lo esperado. Era una incógnita el funcionamiento, porque era una institución nueva,  con un programa nuevo. La puesta en marcha de la Institución y la reciente inauguración y posterior uso han recibido una gran aceptación de la gente.

Otras han dado satisfacciones personales: fue conmovedor ver a los usuarios de las viviendas sociales agradecer a su equipo técnico y llorar por poder habido acceder a una vivienda propia.

05 – Para usted, ¿qué es la arquitectura, y que define a una buena arquitectura?

La definición del diccionario es bastante buena y simple: La arquitectura es el arte y la técnica de proyectar  y diseñar edificios, estructuras y espacios.

Siempre me parecieron un poco parciales y pretenciosas las definiciones de los maestros, tales como “el sabio juego de los volúmenes bajo la luz del sol”, según la traducción que se tome, como en el caso de Le Corbusier.

Si  tuviera que ampliar la definición del diccionario, haría incapié en el modelado del vacío. Desde la adaptación de la cueva hasta las construcciones con piezas (tipo nido) siempre se trata de definir o delimitar áreas de hábitat humano.  Creo que trabajamos como modeladores de espacios.

Si tuviera que ampliarla más, me referiría a los factores económicos. Pocas veces hablamos de ello, pero definitivamente esos espacios que producimos terminan siendo afectados por los montos destinados a las  obras y por el flujo de dinero. Particularmente en países en desarrollo como los nuestros esto es un motivo preocupación constante.

Por lo tanto creo que una buena arquitectura debería hacer uso de los recursos económicos de la manera más inteligente posible.

06 – Como es el panorama de la arquitectura y la importancia del  arquitecto, históricamente, en tu país?

En Argentina todos creen saber un poco de todo. Salvo excepciones,  no ha habido mucho respeto profesional.  Creo que ha pasado con todas las profesiones. El cliente, en general, tiende a desconfiar bastante del  profesional  arquitecto.

Las clases altas son más incultas de lo que creen y la gente culta se encuentra más entre otros profesionales, que muchas veces no tienen suficiente dinero para realizar encargos privados.  Las clases de altas de Argentina no tienen una cultura arquitectónica aceptable.

Sin embargo, respecto a las obras, te puedo asegurar que hay un nivel promedio de arquitectura en Buenos Aires y otras ciudades del país bastante bueno. Nuestras ciudades son razonablemente buenas. Quizás también haya pocos casos de arquitectura paradigmática, a diferencia de Brasil.

En ambos países (Arqgentina y Brasil) hay un extraño culto por la precariedad y por realizar “no del todo bien las cosas”, diciéndolo, de manera prudente (sobre todo en las políticas de infraestructura del Estado).

07 – Y hoy en día, usted cree que esto ha cambiado?

Está empezando a cambiar.  Desde los años noventa, los arquitectos se dedican a hacer arquitectura y no a manejar taxis.

También han aparecido varias publicaciones de arquitectura. La arquitectura hoy es noticia.  Es más, hay suplementos semanales que ahora compran no solo los arquitectos y estudiantes, sino el público en general .

El panorama es más  alentador.  Comienza a haber un respeto un poco mayor por el arquitecto.

En una reciente nota del rector de la Universidad de Rio Negro al Ministro de Planificación Federal solicitando fondos para la realización del proyecto que se presentará en el Museu para la Ciudad de Bariloche, -recientemente afectada por el volcán-, nuestros nombres como proyectistas han sido destacados con un párrafo propio. Eso no es común, dado que siempre se ha tratado de ocultar en los ámbitos políticos y comerciales el trabajo intelectual.

08 – ¿Qué tan importante es la reflexión histórica y teórica de la arquitectura? En su trabajo, usted cree que esto sucede?

Es muy importante.  En mi trabajo sucede parcialmente. Depende del encargo.  Uno debe saber darle el tiempo necesario a cada cosa.  En el caso de las cooperativas de viviendas sociales hubo que salir a buscar terrenos, verificar el código de edificación de cada área, hacer un anteproyecto básico, pedir un crédito, comprar el terreno por medio del banco y presentar los planos para aprobación municipal (de 4 conjuntos de viviendas en 4 meses). Obviamente no hubo demasiado tiempo para reflexiones teóricas. En este caso lo urgente se transformó  enemigo de la reflexión teórica…

En mis primeros años (ya desde la escuela secundaria) estudiaba mucho historia. En la escuela secundaria ya conocía y podía dibujar todas la catedrales góticas de Francia. Di clases en la Universidad de historia antigua y medieval.

También conocí todos y cada uno de los proyectos de Foster hasta 1995, pero, de repente frené la incorporación de datos teóricos y decidí buscar experiencia de trabajo en estudios de arquitectura, “en la calle”, como se dice en Argentina.

La incorporación de datos para el desarrollo del ejercicio profesional puede venir de múltiples fuentes y ser procesado de manera diferente para cada ocasión. Hay que evaluarlos  y procesarlos siempre para no caer en lo ridículo de una argumentación teórica con bases poco sólidas, sobre todo en cosas que no lo necesitan.

Un docente solía decir: las esquinas no dialogan, no seas estúpido, solo “están”. Los arquitectos solemos enroscarnos en teorías poco conducentes.

09 – En Curitiba, la ciudad donde se va a su charla celebrada a finales de noviembre, tiene una historia de las políticas de renovación urbana de áreas estratégicas de la ciudad. Su trabajo en el
mercado de pescado en Buenos Aires e con la CPAU, también muestran esa  vocación. ¿Cómo crees la renovación de la arquitectura cambia el medio ambiente urbano?

Siempre la arquitectura modifica el entorno urbano.  Para mejor o para peor.

El caso del Mercado de Pescado se basó en la decisión política de recuperar de una serie de edificios industriales en posesión del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires.

En el año 2001, en plena crisis político-económica de Argentina se llama a concurso para adecuarlo a un programa desconocido y nuevo: Un centro metropolitano de diseño.

Con el desarrollo de la obra, pronto se fueron arreglando las veredas y las plazas cercanas. Fue el primer edificio público en décadas en “plantarse” en el sur de la Ciudad. Claramente sirvió para posicionar al Estado en su rol de generador de espacio público.

Actualmente hay un redescubrimiento del sur de la Ciudad. Ya se ha creado un polo tecnológico en el barrio de Parque Patricios, donde hoy Norman Foster está construyendo la sede del  Banco Ciudad de Buenos Aires.  Pronto también se declarará el área del  Mercado de Pescado como un distrito de Diseño.

El caso del CPAU es diferente. Fue una oportunidad de compra de un edificio muy barato. Es muy difícil conseguir lotes vacíos en el micro-centro de la Ciudad. Contrariamente a otras ciudades, Buenos Aires mantiene el área central e histórica muy activa, con el centro económico y político del país en no más de 50 km2.  El Consejo Profesional de Arquitectura y Urbanismo llamó a concurso nacional de anteproyectos con un presupuesto muy limitado para intervenir el edificio existente. El mismo tenía una fachada elegante y se decidió hacer una intervención exclusivamente interior. La prioridad de la Institución fue estar cerca del poder político.

10 – ¿Qué piensa usted de la arquitectura brasileña?

Tengo  una visión muy fragmentada de las obras y conozco  personalmente  solo  San Pablo.

Me da la impresión que en las últimas décadas ha recobrado esa especie de grandiosidad y de simpleza expresada en varios despachos de arquitectura y siempre presente en maestros como Niemeyer  y Mendes de Rocha. Por otro lado me parece que hay un avance demasiado grande de los desarrollos inmobiliarios con arquitectos que trabajan dentro de esas empresas inmobiliarias que no hacen arquitectura.  Eso es muy obvio en San Pablo.

11 – Gracias por su atención, para poner fin a la entrevista, desea enviar algún mensaje a los profesionales y estudiantes de arquitectura y urbanismo, público principal del “projetoBLOG”?

Desde ya agradezco mucho su invitación al Museu Oscar Niemayer.  Será un honor estar ahí.

Como mensaje diría que el futuro es prometedor.  Hace ya más de una década que nuestros gobernantes se dieron cuenta del potencial de nuestros países, en lo que todo está por hacerse. Fíjate que sumando Argentina, Brasil y Chile (ABC), podemos decir que tenemos  el  área minera/agrícola más importante del mundo.  A eso hay que sumarle los nuevos desarrollos industriales en Brasil y la incipiente y rápida industrialización de Argentina.

Creo también que la anglo y franco-filia, -particularmente en la Argentina-, en la que todo lo que viene de Europa es mejor, inclusive la seriedad de la información, está siendo reemplazada por una constante puesta en duda de las fuentes de producción de esa  información y de su intencionalidad en todos los ámbitos, políticos, económicos y culturales.  Siempre me pareció sospechoso ver la producción inflada de España, reflejada en la “Croquis”, en la que se mostraban desde museos gigantescos con forma de pliegues geológicos hasta  ludotecas de 2000 m2.  Un despilfarro total de recursos del  Estado.

Debemos dar importancia a lo urgente -en nuestros países hay mucho-, sin dejar de lado la reflexión teórica. Pero en determinadas ocasiones no nos debemos dar banquetes de placer intelectual mientras tanta gente vive hacinada. Todo es una cuestión de calibración entre lo urgente y lo necesario.

O arquiteto dará palestra no auditório do Museu Oscar Niemeyer, na quarta-feira, dia 30 deste mês, em Curitiba, às 19 horas. O evento é realizado por Consuelo Cornelsen, em parceria com projetoBLOG e o Museu Oscar Niemeyer.

Para mais informações acesse o site do arquiteto.

Giovanni Medeiros
Mais conhecido pelo apelido Gjo (que se lê Dídio), é estudioso da literatura em quadrinhos, com especialização em semiótica dos super-heróis. Atualmente especializa-se em construções sustentáveis. Sua barba, um tanto intimidadora, contrasta com seu contínuo bom humor. Suas áreas de interesse vão de história a cinema, sempre com um tiquinho de carimbó.

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  1. A vida é um banquete, nesse caso, de conhecimento. A entrevista ficou ótimo e me animou muito pra ver a palestra do Paulo GF.

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    Mame D.

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